UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Mãe traz filha de 3 anos para avaliação devido a episódios de tosse seca persistente. Durante a anamnese a mãe fala que a filha está tossindo muito, que já deu “lambedor” e xaropes, mas sem melhora. Você levanta hipótese de coqueluche e assim, para confirmação pede:
Suspeita de coqueluche → Sorologia para Bordetella pertussis ou PCR de nasofaringe.
Em casos de suspeita de coqueluche, especialmente em crianças com tosse persistente e paroxística, a confirmação diagnóstica é feita por métodos laboratoriais. A sorologia para Bordetella pertussis é uma opção, mas o PCR de secreção de nasofaringe é o método de escolha na fase inicial da doença.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa, caracterizada por episódios de tosse paroxística. Apesar da vacinação, surtos ainda ocorrem, e a doença pode ser grave, especialmente em lactentes não vacinados ou parcialmente vacinados, com complicações como pneumonia, convulsões e encefalopatia. A suspeita clínica é fundamental em crianças com tosse persistente, especialmente se paroxística e associada a guincho inspiratório ou vômitos pós-tosse. O diagnóstico laboratorial é crucial para a confirmação. Na fase catarral e início da paroxística, o PCR de secreção de nasofaringe é o método mais sensível e específico. A cultura também pode ser realizada, mas é menos sensível. A sorologia para Bordetella pertussis, que detecta anticorpos contra toxinas da bactéria, é particularmente útil em fases mais tardias da doença, quando a bactéria pode não ser mais detectável por PCR ou cultura. O tratamento com macrolídeos (azitromicina, claritromicina) é indicado para reduzir a transmissibilidade e a gravidade da doença, se iniciado precocidade.
O método de escolha na fase catarral e paroxística inicial é a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) de secreção de nasofaringe, devido à sua alta sensibilidade e especificidade e rapidez nos resultados.
A sorologia é mais útil em fases mais tardias da doença, quando a cultura e o PCR podem já estar negativos, ou para confirmar casos em que a suspeita clínica persiste e outros métodos não foram conclusivos.
A coqueluche se manifesta em três fases: catarral (sintomas inespecíficos de resfriado), paroxística (tosse intensa, repetitiva, com guincho inspiratório e vômitos pós-tosse) e convalescença. A tosse paroxística é a mais característica.
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