Coqueluche: Transmissão e Epidemiologia em Lactentes

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026

Enunciado

A Coqueluche ainda continua sendo um problema de saúde pública. Qual das alternativas é correta para uma boa orientação?

Alternativas

  1. A) Após o esquema completo de vacinação contra a Bordetella Pertussis, que ocorre aos 15 meses, a criança é considerada imunizada e protegida contra a coqueluche, não sendo mais possível desenvolver a doença.
  2. B) Os adultos jovens são considerados a principal fonte de infecção para os lactentes.
  3. C) Na fase paroxística da doença o tratamento com antimicrobiano β lactâmico e antitussígenos encurtam a duração da doença.
  4. D) Os casos mais graves ocorrem nas crianças de 12 a 24 meses de idade.

Pérola Clínica

Adultos e jovens = principal fonte de infecção para lactentes na coqueluche.

Resumo-Chave

A imunidade contra a coqueluche, seja vacinal ou natural, não é permanente. Adultos com sintomas leves são os principais transmissores para lactentes não imunizados.

Contexto Educacional

A coqueluche é uma doença infectocontagiosa aguda do trato respiratório causada pela bactéria Gram-negativa Bordetella pertussis. Apesar da ampla cobertura vacinal, a doença permanece um desafio de saúde pública devido à perda da imunidade ao longo dos anos e à circulação da bactéria entre adultos. Clinicamente, divide-se em fases: catarral (sintomas inespecíficos), paroxística (tosse em acessos, guincho inspiratório e vômitos pós-tussígenos) e de convalescença. Em lactentes jovens, a apresentação pode ser grave, evoluindo com apneia, cianose e leucocitose extrema (reação leucemoide), que é um marcador de mau prognóstico.

Perguntas Frequentes

Por que adultos são a principal fonte de infecção na coqueluche?

A imunidade conferida pela vacina ou pela infecção natural pela Bordetella pertussis decai ao longo do tempo (waning immunity). Adultos e adolescentes frequentemente apresentam quadros atípicos ou oligossintomáticos, como tosse persistente sem o guincho clássico, o que retarda o diagnóstico e facilita a transmissão para lactentes vulneráveis que ainda não completaram o esquema vacinal primário.

Qual o tratamento de escolha para a coqueluche?

O tratamento de escolha é baseado no uso de macrolídeos, como a azitromicina, claritromicina ou eritromicina. O tratamento é mais eficaz na fase catarral para modificar o curso da doença; na fase paroxística, o principal objetivo do antibiótico é reduzir a transmissibilidade, tendo pouco impacto na duração dos sintomas respiratórios.

Como prevenir a coqueluche em recém-nascidos?

A principal estratégia é a vacinação das gestantes com a vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) a partir da 20ª semana de gestação, permitindo a transferência transplacentária de anticorpos. Além disso, a estratégia 'casulo' (vacinar contatos próximos do recém-nascido) e o cumprimento rigoroso do calendário vacinal infantil são fundamentais.

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