UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Criança de um ano de idade, sexo masculino, com quadro clínico de febre, tosse e desconforto respiratório. Recebeu diagnóstico clínico de Coqueluche. Realizou sorologia para Bordetella pertusis resultando positiva, sendo iniciado tratamento clínico e com macrolídeos. Qual alteração radiológica chamou a atenção do médico para colaborar no direcionamento da suspeita para coqueluche?
Coqueluche → Radiografia de tórax com "coração felpudo" (infiltrado perihilar).
A imagem radiológica de "coração felpudo" na coqueluche refere-se a infiltrados perihilares e espessamento brônquico, que são achados comuns, mas inespecíficos. Embora a radiografia não seja diagnóstica, ela pode corroborar a suspeita clínica e excluir outras patologias.
A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, é uma infecção respiratória altamente contagiosa, especialmente grave em lactentes. Caracteriza-se por tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse. A epidemiologia mostra que a vacinação é crucial, mas surtos ainda ocorrem, tornando o diagnóstico precoce vital para evitar a disseminação e complicações. O diagnóstico da coqueluche é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos, especialmente em crianças não vacinadas ou com vacinação incompleta. A confirmação laboratorial pode ser feita por cultura de secreção nasofaríngea, PCR ou sorologia. A radiografia de tórax, embora não patognomônica, pode revelar achados como infiltrados perihilares e espessamento brônquico, que são descritos como "coração felpudo", auxiliando na suspeita e exclusão de outros diagnósticos. O tratamento da coqueluche é feito com macrolídeos, como azitromicina, que devem ser iniciados o mais rápido possível para reduzir a duração da doença e a transmissibilidade. O prognóstico é geralmente bom em crianças mais velhas e adultos, mas lactentes podem desenvolver complicações graves como pneumonia, apneia, convulsões e encefalopatia, exigindo internação e suporte intensivo.
Os achados radiológicos na coqueluche são inespecíficos, mas frequentemente incluem infiltrados perihilares, espessamento brônquico e atelectasias, que podem ser descritos como "coração felpudo".
A radiografia de tórax não é diagnóstica para coqueluche, mas pode auxiliar na exclusão de outras condições pulmonares e na identificação de complicações como pneumonia secundária.
O tratamento de escolha para coqueluche são os macrolídeos (azitromicina, claritromicina, eritromicina), que reduzem a transmissibilidade e a gravidade da doença se iniciados precocemente.
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