INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
O desenho do estudo a seguir, refere-se a:
Coorte não-concorrente = utiliza dados passados para acompanhar exposição e desfechos futuros.
Um estudo de coorte não-concorrente, também conhecido como retrospectivo, utiliza dados já existentes (prontuários, registros) para identificar uma coorte e acompanhar sua exposição e desfechos ao longo do tempo, com a análise ocorrendo após os eventos já terem sido registrados.
Os desenhos de estudo são a base da pesquisa clínica e epidemiológica, sendo fundamental para o residente compreender suas características e aplicações. O estudo de coorte não-concorrente, ou retrospectivo, é um tipo de estudo observacional analítico que se destaca por sua capacidade de investigar a relação entre exposição e desfecho utilizando dados já coletados, o que o torna mais rápido e econômico que um estudo de coorte prospectivo. Neste desenho, os pesquisadores identificam uma coorte de indivíduos com base em suas exposições passadas (por exemplo, a um fator de risco) e, em seguida, revisam registros para determinar a ocorrência de desfechos ao longo do tempo. Embora os dados sejam históricos, a lógica do estudo é prospectiva: da exposição para o desfecho. Isso permite calcular medidas de associação como risco relativo e incidência. É crucial diferenciar a coorte não-concorrente de outros desenhos, como o caso-controle, que parte do desfecho para a exposição. As limitações incluem a dependência da qualidade e completude dos dados secundários e a maior suscetibilidade a vieses de informação e seleção. Contudo, é uma ferramenta valiosa para gerar hipóteses e investigar associações em cenários onde um estudo prospectivo seria inviável.
A principal característica é que a coleta de dados sobre a exposição e o desfecho ocorre retrospectivamente, utilizando registros já existentes, mas a lógica do estudo segue da exposição para o desfecho.
No coorte não-concorrente, seleciona-se um grupo exposto e um não exposto e se observa o desenvolvimento do desfecho. No caso-controle, seleciona-se indivíduos com o desfecho (casos) e sem o desfecho (controles) e se investiga a exposição passada.
Vantagens incluem menor custo e tempo, e a possibilidade de estudar desfechos raros. Desvantagens são a dependência da qualidade dos dados existentes e a dificuldade em controlar variáveis de confusão.
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