HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Paciente de 65 anos foi diagnosticado com fibrilação atrial de alta resposta por meio de ECG e Holter. O médico de família fez o encaminhamento ao cardiologista. No entanto, após a consulta, foi informado que não haveria necessidade de intervenções diagnósticas complementares, nem mesmo intervenções farmacológicas. O paciente estava assintomático, sem instabilidades hemodinâmicas. Durante o retorno com médico de família, foi constatado pulso arritmico e frequência cardíaca elevada (110 bpm). Com base nas atribuições da coordenação do cuidado, a conduta de primeira escolha esperada do médico da UBS neste momento é:
FA de alta resposta persistente na UBS → Reencaminhar ao cardiologista para reavaliação e manejo.
Mesmo que o paciente esteja assintomático, a persistência de fibrilação atrial de alta resposta com frequência cardíaca elevada exige reavaliação especializada. A coordenação do cuidado na atenção primária envolve garantir o acesso e o acompanhamento adequado com o especialista, especialmente quando a conduta inicial não resolveu o quadro.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, com prevalência crescente com a idade. O manejo adequado é fundamental para prevenir complicações graves como o acidente vascular cerebral (AVC) e a insuficiência cardíaca. A atenção primária desempenha um papel central na identificação, monitoramento e coordenação do cuidado, sendo a porta de entrada para o sistema de saúde e o elo entre o paciente e os especialistas. É crucial que o médico da UBS saiba quando e como acionar o nível secundário de atenção. No contexto da FA, a coordenação do cuidado envolve a comunicação efetiva com o cardiologista, o acompanhamento regular do paciente e a garantia de que as diretrizes de tratamento sejam seguidas. Quando um paciente com FA de alta resposta persiste com frequência cardíaca elevada, mesmo assintomático, a reavaliação especializada é imperativa para otimizar o controle da frequência e/ou ritmo, e reavaliar a necessidade de anticoagulação. A falha em reencaminhar pode levar a complicações a longo prazo, como cardiomiopatia induzida por taquicardia. Para residentes, é vital compreender que a ausência de sintomas não exclui a necessidade de intervenção em condições como a FA de alta resposta. A conduta de primeira escolha deve sempre visar a segurança do paciente e a otimização do tratamento, utilizando os recursos disponíveis no sistema de saúde de forma eficiente. Solicitar uma nova vaga com o cardiologista via regulação assegura que o paciente receba a avaliação especializada necessária, reforçando a importância da continuidade e integralidade do cuidado.
O reencaminhamento é indicado quando há persistência de sintomas, descontrole da frequência cardíaca, ou dúvidas sobre o manejo, mesmo que o paciente esteja assintomático, especialmente se a conduta prévia do especialista não resultou em controle adequado.
A atenção primária é crucial na identificação inicial, monitoramento, educação do paciente e coordenação do cuidado, garantindo que o paciente tenha acesso ao especialista e siga o plano terapêutico, além de manejar comorbidades.
Sinais de alerta incluem frequência cardíaca persistentemente elevada (taquicardia), novos sintomas como palpitações, dispneia, tontura, ou evidência de instabilidade hemodinâmica, mesmo que o paciente se declare assintomático.
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