UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Com relação as convulsões neonatais familiares benignas é correto afirmar que:
Convulsões neonatais familiares benignas = herança autossômica dominante, bom prognóstico, EEG intercrítico normal.
As convulsões neonatais familiares benignas são um distúrbio epiléptico genético raro, caracterizado por crises que iniciam nos primeiros dias de vida e geralmente remitem espontaneamente. A herança é autossômica dominante, e o prognóstico a longo prazo é bom, com desenvolvimento neurológico normal na maioria dos casos.
As convulsões neonatais familiares benignas (CNFB) representam uma forma rara de epilepsia neonatal, caracterizada por crises epilépticas que se iniciam nos primeiros dias de vida e geralmente remitem espontaneamente. A sua importância reside na necessidade de um diagnóstico preciso para evitar investigações e tratamentos desnecessários, dada a sua natureza benigna. A fisiopatologia está associada a mutações em genes que codificam subunidades de canais de potássio (KCNQ2 e KCNQ3), resultando em uma canalopatia. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que há uma história familiar positiva em muitos casos. O diagnóstico é clínico, baseado na idade de início, tipo de crise e história familiar, com um EEG intercrítico tipicamente normal. O tratamento é frequentemente desnecessário ou de curta duração, pois as crises tendem a desaparecer espontaneamente. O prognóstico é favorável, com desenvolvimento neurológico normal na grande maioria dos pacientes, embora um pequeno risco de epilepsia na vida adulta persista.
As convulsões neonatais familiares benignas são herdadas de forma autossômica dominante, o que significa que apenas uma cópia do gene alterado é suficiente para causar a condição, frequentemente envolvendo genes KCNQ2 ou KCNQ3.
As crises geralmente se manifestam nos primeiros dias de vida, tipicamente entre o segundo e o sétimo dia, e são frequentemente clônicas ou tônico-clônicas, de curta duração e frequentes.
O prognóstico é geralmente excelente, com remissão espontânea das crises na maioria dos casos e desenvolvimento neurológico normal, embora uma pequena porcentagem possa desenvolver epilepsia na vida adulta.
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