SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Recém-nascido (RN) termo (39 semanas), Apgar 9/9, com peso de nascimento de 2100 g, com sorologias maternas normais, sem nenhuma intercorrência na maternidade, recebe alta com 3 dias de vida. No sexto dia de vida, é trazido para atendimento, pois a criança está mais sonolenta, não está acordando para mamar. Mãe refere que a criança está nervosa, pois apresenta tremores nas extremidades. Na última hora começou piscar mais, apresentar desvios no olhar e sorrir reiteradamente. Sobre a conduta imediata a ser realizada para esse RN, é correto afirmar:
RN sonolento, tremores, desvios de olhar → suspeitar convulsão neonatal; avaliar glicemia e tratar.
Os sintomas descritos (sonolência, tremores, desvios de olhar, piscar reiterado) são altamente sugestivos de convulsões neonatais. A hipoglicemia é uma causa comum e tratável de convulsões em RN, exigindo avaliação imediata da glicemia. O fenobarbital é o anticonvulsivante de primeira linha para convulsões neonatais.
As convulsões neonatais representam uma emergência neurológica grave, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar o risco de lesão cerebral e sequelas a longo prazo. Em recém-nascidos, as manifestações convulsivas podem ser atípicas e sutis, diferindo das convulsões em crianças maiores ou adultos. Sinais como sonolência excessiva, tremores, desvios oculares, piscar repetitivo e movimentos orofaciais devem levantar alta suspeita. A avaliação inicial de um RN com suspeita de convulsão deve focar na estabilização e na busca por causas reversíveis, sendo a hipoglicemia uma das mais importantes e tratáveis. A glicemia capilar deve ser verificada imediatamente e corrigida se estiver abaixo dos limites de normalidade. Outras causas incluem distúrbios eletrolíticos, infecções, encefalopatia hipóxico-isquêmica e malformações cerebrais. O tratamento farmacológico de primeira linha para convulsões neonatais é o fenobarbital intravenoso. É crucial que o residente saiba identificar esses sinais sutis e iniciar a investigação e o tratamento prontamente, pois o atraso pode ter impactos significativos no neurodesenvolvimento do recém-nascido. A internação e investigação etiológica completa são mandatórias.
As convulsões neonatais podem ser sutis, manifestando-se como tremores, movimentos de piscar, desvios oculares, apneia, movimentos de mastigação, pedalar ou natação, além de alterações do nível de consciência como sonolência excessiva.
A conduta inicial inclui estabilização das vias aéreas e circulação, avaliação imediata da glicemia capilar e, se alterada, correção com glicose IV. Se as convulsões persistirem, o fenobarbital é o anticonvulsivante de primeira linha.
As causas mais comuns incluem encefalopatia hipóxico-isquêmica, hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia, infecções (sepse, meningite), hemorragia intracraniana e erros inatos do metabolismo.
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