HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Convulsões são alterações paroxísticas da função neurológica (comportamental, motora e/ou autonômica).A convulsão clônica no recém-nascido se caracteriza por:
Convulsão clônica neonatal = movimentos rítmicos 1-3s, com declínio progressivo.
A convulsão clônica no recém-nascido é caracterizada por movimentos rítmicos, com uma frequência inicial de 1 a 3 segundos, que tendem a diminuir progressivamente. É crucial reconhecer as características semiológicas específicas das crises neonatais, que podem ser sutis e atípicas.
Convulsões neonatais são emergências neurológicas que exigem reconhecimento e manejo rápidos, pois podem indicar uma patologia subjacente grave e estão associadas a um risco aumentado de morbidade neurológica a longo prazo. Para residentes de pediatria e neonatologia, é vital conhecer a semiologia específica das crises no recém-nascido, que difere da de crianças mais velhas. A fisiopatologia das convulsões neonatais é complexa e multifatorial, refletindo a imaturidade cerebral. As causas mais comuns incluem encefalopatia hipóxico-isquêmica, infecções do SNC, distúrbios metabólicos, malformações cerebrais e hemorragias intracranianas. A semiologia das crises clônicas no RN é caracterizada por movimentos rítmicos, com uma frequência inicial de 1 a 3 segundos, que tendem a diminuir progressivamente, podendo ser focais ou multifocais. O tratamento das convulsões neonatais envolve a estabilização do recém-nascido, a identificação e tratamento da causa subjacente, e o uso de anticonvulsivantes. Fenobarbital é frequentemente a primeira linha. O prognóstico depende da etiologia, da duração das crises e da resposta ao tratamento, sendo o acompanhamento do neurodesenvolvimento essencial para esses pacientes.
Os principais tipos incluem convulsões sutis (mais comuns, com movimentos oculares, orais ou autonômicos), clônicas (movimentos rítmicos), tônicas (postura rígida), mioclônicas (abalos rápidos) e espasmos infantis. As convulsões sutis são as mais desafiadoras de reconhecer.
As convulsões neonatais são difíceis de diagnosticar devido à imaturidade do sistema nervoso central, que impede a propagação organizada da descarga epiléptica, resultando em manifestações atípicas e sutis, muitas vezes confundidas com movimentos normais do recém-nascido.
O eletroencefalograma (EEG) é crucial na avaliação de convulsões neonatais, pois pode confirmar a natureza epiléptica dos eventos, identificar o foco da descarga e detectar crises subclínicas, que são comuns em recém-nascidos e podem ter impacto no neurodesenvolvimento.
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