CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Em relação ao diagnóstico e manejo de convulsões febris em crianças, qual das afirmativas abaixo está correta?
Convulsão febril simples não requer anticonvulsivante prolongado; monitorar febre é chave.
Convulsões febris simples são eventos benignos e autolimitados, não indicando epilepsia futura. O manejo foca no controle da febre e na tranquilização dos pais, sem necessidade de investigação invasiva ou profilaxia medicamentosa contínua.
Convulsões febris são as crises mais comuns na infância, afetando 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos, com pico entre 12 e 18 meses. São eventos benignos, desencadeados por febre (temperatura > 38°C) sem infecção intracraniana ou causa metabólica aguda, e sem histórico de convulsões afebris prévias. A compreensão de sua natureza benigna é crucial para evitar intervenções desnecessárias e tranquilizar os pais. A fisiopatologia envolve a imaturidade cerebral e a suscetibilidade genética a alterações neuronais induzidas pela febre. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exclusão de outras causas. É fundamental diferenciar convulsões febris simples (generalizadas, <15 min, não recorrentes em 24h) de complexas (focais, >15 min, recorrentes ou com paralisia pós-ictal). Exames complementares como EEG ou neuroimagem geralmente não são indicados na primeira crise febril simples. O manejo agudo envolve suporte e controle da febre. Não há indicação para tratamento anticonvulsivante profilático prolongado após uma convulsão febril simples, pois os riscos superam os benefícios. A orientação aos pais sobre o monitoramento da febre e o que fazer em caso de nova crise é a principal medida preventiva e educacional. O prognóstico é excelente, com a maioria das crianças não desenvolvendo epilepsia.
Uma convulsão febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e não se repete em 24 horas. A complexa pode ser focal, durar mais de 15 minutos ou ocorrer múltiplas vezes em 24 horas.
Durante a crise, manter a criança em local seguro, deitar de lado e não tentar conter. Após a crise, buscar atendimento médico para avaliação e controle da febre, se persistir.
Convulsões febris simples não aumentam significativamente o risco de epilepsia. Convulsões febris complexas ou com fatores de risco adicionais podem ter um risco ligeiramente maior, mas ainda baixo.
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