Convulsão Febril em Crianças: Diagnóstico e Manejo

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Em relação ao diagnóstico e manejo de convulsões febris em crianças, qual das afirmativas abaixo está correta?

Alternativas

  1. A) Convulsões febris ocorrem exclusivamente em crianças com histórico familiar de epilepsia, sendo um forte indicador de que a criança desenvolverá epilepsia no futuro.
  2. B) Convulsões febris simples não requerem tratamento anticonvulsivante prolongado, e orienta-se que os pais monitorem a febre em casos de infecções respiratórias ou outros quadros febris.
  3. C) A primeira crise febril convulsiva em crianças menores de 5 anos indica a necessidade de ressonância magnética e internação para investigação de epilepsia.
  4. D) Em crianças com convulsões febris, o uso de benzodiazepínicos profiláticos é recomendado antes de qualquer episódio febril para prevenir novas crises.

Pérola Clínica

Convulsão febril simples não requer anticonvulsivante prolongado; monitorar febre é chave.

Resumo-Chave

Convulsões febris simples são eventos benignos e autolimitados, não indicando epilepsia futura. O manejo foca no controle da febre e na tranquilização dos pais, sem necessidade de investigação invasiva ou profilaxia medicamentosa contínua.

Contexto Educacional

Convulsões febris são as crises mais comuns na infância, afetando 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos, com pico entre 12 e 18 meses. São eventos benignos, desencadeados por febre (temperatura > 38°C) sem infecção intracraniana ou causa metabólica aguda, e sem histórico de convulsões afebris prévias. A compreensão de sua natureza benigna é crucial para evitar intervenções desnecessárias e tranquilizar os pais. A fisiopatologia envolve a imaturidade cerebral e a suscetibilidade genética a alterações neuronais induzidas pela febre. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exclusão de outras causas. É fundamental diferenciar convulsões febris simples (generalizadas, <15 min, não recorrentes em 24h) de complexas (focais, >15 min, recorrentes ou com paralisia pós-ictal). Exames complementares como EEG ou neuroimagem geralmente não são indicados na primeira crise febril simples. O manejo agudo envolve suporte e controle da febre. Não há indicação para tratamento anticonvulsivante profilático prolongado após uma convulsão febril simples, pois os riscos superam os benefícios. A orientação aos pais sobre o monitoramento da febre e o que fazer em caso de nova crise é a principal medida preventiva e educacional. O prognóstico é excelente, com a maioria das crianças não desenvolvendo epilepsia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diferenciar uma convulsão febril simples de uma complexa?

Uma convulsão febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e não se repete em 24 horas. A complexa pode ser focal, durar mais de 15 minutos ou ocorrer múltiplas vezes em 24 horas.

Qual a conduta inicial para uma criança com convulsão febril?

Durante a crise, manter a criança em local seguro, deitar de lado e não tentar conter. Após a crise, buscar atendimento médico para avaliação e controle da febre, se persistir.

Convulsões febris aumentam o risco de epilepsia?

Convulsões febris simples não aumentam significativamente o risco de epilepsia. Convulsões febris complexas ou com fatores de risco adicionais podem ter um risco ligeiramente maior, mas ainda baixo.

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