HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Criança de 2 anos de idade é levada ao pronto atendimento pelos pais, bastante apreensivos, em decorrência de ter apresentado, em casa, quadro compatível com convulsão tônico-clônica generalizada, com duração de 4 minutos, com recuperação espontânea de consciência. Mãe relata história de coriza, obstrução nasal e tosse produtiva há 2 dias e febre algumas horas antes do episódio convulsivo. Ao exame físico, a criança estava em bom estado geral, orientada, ativa, reativa, sem sinais neurológicos focais, sem, sinais meníngeos, evidenciava leve hiperemia de orofaringe e membrana timpânica direita hiperemiada e abaulada. Qual a conduta para o caso?
Convulsão febril simples é benigna, autolimitada, não requer investigação extensa ou anticonvulsivantes.
O quadro clínico (idade entre 6 meses e 5 anos, convulsão tônico-clônica generalizada < 15 minutos, única em 24h, sem sinais neurológicos focais ou meníngeos, associada a febre) é compatível com convulsão febril simples. A conduta é tratar a causa da febre (otite média aguda) e tranquilizar os pais, pois é um quadro benigno com excelente prognóstico.
A convulsão febril é a crise convulsiva mais comum na infância, afetando 2-5% das crianças. A convulsão febril simples é caracterizada por ser tônico-clônica generalizada, com duração inferior a 15 minutos, ocorrendo uma única vez em 24 horas, em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, sem sinais de infecção do sistema nervoso central ou histórico de epilepsia. O diagnóstico é clínico, e a investigação deve focar na causa da febre. No caso apresentado, a otite média aguda é a provável causa da febre. Não são necessários exames complementares extensos (como punção lombar, neuroimagem, eletroencefalograma) para uma convulsão febril simples, a menos que haja atipicidades ou sinais de alarme. O manejo consiste em tratar a causa da febre e oferecer suporte e orientação aos pais, explicando a natureza benigna e o bom prognóstico da convulsão febril simples, que não requer tratamento anticonvulsivante contínuo.
Uma convulsão febril simples é tônico-clônica generalizada, dura menos de 15 minutos, ocorre uma única vez em 24 horas, em crianças de 6 meses a 5 anos, associada à febre, sem infecção do SNC ou histórico de epilepsia.
Não, exames complementares extensos como punção lombar, neuroimagem ou eletroencefalograma não são rotineiramente indicados após uma convulsão febril simples, a menos que haja sinais de alarme ou atipicidades.
O risco de desenvolver epilepsia após uma convulsão febril simples é ligeiramente maior do que na população geral, mas ainda muito baixo (cerca de 1-2%). A maioria das crianças com convulsão febril simples não desenvolve epilepsia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo