INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um menino com 2 anos é trazido à emergência com queixa de febre e de crise convulsiva tônico-clônica generalizada com liberação esfincteriana, a qual foi observada em domicílio. Segundo a mãe do paciente, a crise convulsiva durou cerca de 7 minutos. Ao chegar à emergência, o menino estava, ainda, com uma temperatura axilar de 38,5 °C. Depois de cerca de 1 hora do término da crise, verificou-se que a criança estava ativa e reativa, interagindo, com pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais meníngeos, eupneica, normocárdica e sem febre, após ministração de medicação antitérmica. A mãe alega que seu filho nunca teve problemas de saúde e nega crises anteriores.Diante do quadro descrito, assinale a opção que contém, respectivamente, o diagnóstico e a conduta médica apropriada para o caso.
Convulsão febril simples: <15 min, generalizada, 1x/24h, sem déficits pós-crise.
A convulsão febril simples é uma crise tônico-clônica generalizada, com duração < 15 minutos, que ocorre uma única vez em 24 horas, em crianças de 6 meses a 5 anos, sem doença neurológica prévia e com recuperação completa pós-crise. O caso descrito se encaixa nesses critérios, e a conduta inicial é investigar a causa da febre.
A convulsão febril é o distúrbio convulsivo mais comum na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. É definida como uma crise convulsiva associada à febre (temperatura > 38°C) na ausência de infecção do sistema nervoso central, distúrbio metabólico agudo ou histórico de convulsões afebris. É crucial para o residente saber diferenciar os tipos e o manejo adequado. Existem dois tipos principais: a convulsão febril simples e a complexa. A simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e ocorre uma única vez em 24 horas, sem déficits neurológicos pós-crise. A complexa, por sua vez, pode ser focal, durar mais de 15 minutos, ser recorrente em 24 horas ou estar associada a déficits neurológicos. O caso descrito se encaixa perfeitamente nos critérios de convulsão febril simples. O manejo da convulsão febril simples envolve a investigação da causa da febre e o tratamento da condição subjacente, sem a necessidade de exames de imagem (TC ou RM) ou eletroencefalograma (EEG) de rotina, que não alteram o prognóstico nem a conduta. A punção lombar é indicada apenas em casos de suspeita de meningite (sinais meníngeos, letargia persistente, idade < 12 meses). O prognóstico da convulsão febril simples é geralmente excelente, sem aumento do risco de epilepsia ou déficits cognitivos.
Uma convulsão febril simples é uma crise tônico-clônica generalizada, com duração inferior a 15 minutos, que ocorre uma única vez em 24 horas, em crianças de 6 meses a 5 anos, sem doença neurológica prévia e com recuperação completa pós-crise.
Uma convulsão febril é complexa se durar mais de 15 minutos, for focal, ocorrer mais de uma vez em 24 horas, ou se houver déficits neurológicos pós-crise.
A conduta inicial para convulsão febril simples é investigar a causa da febre e tratar o paciente de acordo com os resultados encontrados, sem necessidade de exames complementares como TC, RM ou EEG de rotina.
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