Convulsão Febril Simples: Definição e Manejo na Infância

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

No que se refere às crises convulsivas na infância, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Convulsões febris são as que ocorrem no início da rápida elevação da temperatura e, geralmente, nas primeiras 24 horas após o começo da febre; costumam ser convulsões generalizadas.
  2. B) Os exames de investigação radiológica, TC ou RNM do crânio são imprescindíveis em todos os casos de crise convulsiva febril.
  3. C) As crises convulsivas que ocorrem no período neonatal são pouco relacionadas ou provocadas por uma doença de base ou por alguma condição patológica e não devem ser valorizadas.
  4. D) A síndrome de West (SW) é caracterizada por uma tríade, formada por espasmos, hipsarritmia e parada ou regressão do desenvolvimento neuropsicomotor, sendo o subtipo mais frequente de espasmo epiléptico e incidindo predominantemente após o primeiro ano de vida.
  5. E) As crises não epilépticas psicogênicas são alterações no comportamento, na atividade motora, na consciência ou na sensação que se assemelham a crises epilépticas, mas com alterações na atividade epileptiforme correspondente no eletroencefalograma.

Pérola Clínica

Convulsão febril simples: generalizada, início rápido da febre, nas primeiras 24h, sem doença neurológica prévia.

Resumo-Chave

A convulsão febril simples é um evento comum na infância, caracterizada por uma crise generalizada que ocorre no contexto de febre, geralmente nas primeiras 24 horas do pico febril, em crianças sem doença neurológica prévia. É importante diferenciá-la de outras causas de crises convulsivas.

Contexto Educacional

As crises convulsivas na infância representam um amplo espectro de condições, desde eventos benignos como a convulsão febril simples até epilepsias graves. A convulsão febril simples é a mais comum, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos. É definida como uma crise generalizada, de curta duração (<15 minutos), que ocorre uma única vez em 24 horas, associada a febre, em uma criança sem doença neurológica prévia. A fisiopatologia da convulsão febril está relacionada à imaturidade do cérebro infantil e à rápida elevação da temperatura, que pode desencadear descargas neuronais anormais. É crucial diferenciar a convulsão febril simples da complexa (duração >15 min, focal, recorrente em 24h) e de outras causas de crises. O diagnóstico é clínico, e exames complementares como EEG ou neuroimagem não são rotineiramente necessários em casos simples. O tratamento agudo da convulsão febril envolve medidas de suporte e, se a crise for prolongada, o uso de benzodiazepínicos. O prognóstico é geralmente bom, com baixo risco de desenvolvimento de epilepsia. No entanto, é fundamental educar os pais sobre a natureza benigna da condição e as medidas de primeiros socorros. Outras condições como a Síndrome de West (espasmos, hipsarritmia, regressão do desenvolvimento, pico de incidência no primeiro ano de vida) e crises neonatais (sempre patológicas) exigem investigação e manejo mais agressivos.

Perguntas Frequentes

Quais são as características de uma convulsão febril simples?

É uma crise generalizada, com duração inferior a 15 minutos, que ocorre uma única vez em 24 horas, em crianças de 6 meses a 5 anos, sem doença neurológica prévia, associada à febre. O prognóstico é geralmente benigno.

Quando a investigação radiológica (TC/RNM) é indicada em crises convulsivas febris?

Exames de imagem são indicados em casos de convulsões febris complexas, crises focais, sinais neurológicos persistentes, suspeita de infecção do SNC (como meningite) ou em crianças com desenvolvimento atípico ou macrocefalia.

Qual a importância das crises convulsivas neonatais?

Crises neonatais são sempre patológicas e um sinal de alerta para condições graves subjacentes, como encefalopatia hipóxico-isquêmica, infecções do SNC, distúrbios metabólicos ou malformações cerebrais, exigindo investigação e tratamento urgentes.

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