AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Menina de 2 anos de idade, previamente hígida, com febre, apresenta uma crise convulsiva. O caso pode ser classificado como convulsão febril simples se tiver as seguintes características:I. Crise generalizada e sem história de convulsão afebril prévia.II. Tiver duração inferior a 15 minutos e sem déficit neurológico prévio.III. Não tiver recorrência dentro de 24h e não tiver infecção no sistema nervoso central.Quais estão corretas?
Convulsão febril simples: generalizada, <15min, sem recorrência 24h, sem infecção SNC ou déficit prévio.
A convulsão febril simples é um diagnóstico de exclusão, caracterizada por ser uma crise generalizada, de curta duração (<15 minutos), sem recorrência em 24 horas e sem evidência de infecção do sistema nervoso central ou déficit neurológico prévio na criança.
A convulsão febril é a crise convulsiva mais comum na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. É definida como uma crise associada à febre (temperatura > 38°C) na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC), distúrbio metabólico agudo ou história de convulsões afebris prévias. O reconhecimento e a classificação corretos são essenciais para tranquilizar os pais e evitar investigações desnecessárias. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que a imaturidade do cérebro infantil, juntamente com a elevação rápida da temperatura, possa desencadear a crise. O diagnóstico de convulsão febril simples é clínico e de exclusão, baseado nos critérios de generalização, duração, ausência de recorrência em 24h e ausência de infecção do SNC ou déficit neurológico prévio. O prognóstico da convulsão febril simples é geralmente excelente, com baixo risco de epilepsia futura ou comprometimento do desenvolvimento neurológico. O tratamento é primariamente de suporte durante a crise e educação dos pais sobre a benignidade do quadro. Em casos de convulsão febril complexa (duração >15min, focal, recorrência em 24h), a investigação pode ser mais aprofundada, e o risco de epilepsia é ligeiramente maior.
Uma convulsão febril é classificada como simples se for generalizada, tiver duração inferior a 15 minutos, não apresentar recorrência dentro de 24 horas e a criança não tiver história de convulsão afebril prévia, infecção do SNC ou déficit neurológico prévio.
A duração é um critério chave: crises com menos de 15 minutos são consideradas simples. Duração superior a 15 minutos ou crises focais classificam a convulsão como febril complexa, que pode ter um prognóstico diferente.
A exclusão de infecção do SNC (como meningite ou encefalite) é fundamental, pois a presença de febre e convulsão pode ser um sintoma de condições graves que exigem tratamento específico e urgente, diferenciando-as da benigna convulsão febril.
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