SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Paciente de dois anos de idade, do sexo masculino, deu entrada pela sala de emergência, trazido pela equipe do SAMU. Sua mãe relata que, há aproximadamente uma hora, o paciente apresentou uma convulsão em vigência de febre. Conforme a descrição da mãe, trata-se de quadro com característica de ser uma convulsão tônica clônica generalizada. A mãe relata duração de aproximadamente 5 minutos, com resolução espontânea. Relata que o paciente ficou sonolento após resolução do quadro, mas que, ao chegar no hospital, já se apresentava ativo e reativo. Ao exame físico, constatou-se o seguinte: paciente em bom estado geral, febril, sem alterações neurológicas, com quadro de coriza hialina e congestão nasal. Mãe relata que paciente está com quadro de tosse, coriza hialina e febre há 2 dias. Assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser tomada nesse caso hipotético.
Convulsão febril simples: <15min, generalizada, única em 24h, sem déficit pós-ictal → alta com orientações.
A convulsão febril simples é um evento benigno que não requer investigação complementar extensa (como TC de crânio ou líquor) na ausência de sinais de alerta. O manejo foca em controle da febre e orientação familiar sobre recorrência e sinais de gravidade.
A convulsão febril é o distúrbio convulsivo mais comum na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. É definida como uma convulsão que ocorre na presença de febre (>38°C), na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC), distúrbio metabólico ou histórico de convulsões afebris prévias. A compreensão de seus critérios e manejo é fundamental para o pediatra. A fisiopatologia envolve a imaturidade do cérebro infantil e a resposta inflamatória à febre. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. É crucial diferenciar a convulsão febril simples da complexa e de outras condições mais graves. Os critérios para convulsão febril simples incluem: duração < 15 minutos, generalizada, ocorrência única em 24 horas e ausência de déficits neurológicos pós-ictais. O tratamento agudo foca no controle da crise (se ainda presente) e da febre. Na convulsão febril simples, após a resolução da crise e exclusão de sinais de alerta, a conduta é dar alta com tratamento sintomático para a febre e orientações detalhadas aos pais sobre sinais de alarme e como agir em caso de recorrência. Não há indicação de exames complementares de rotina.
Uma convulsão febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos, ocorre apenas uma vez em 24 horas e não está associada a infecção do sistema nervoso central ou distúrbio metabólico.
Exames como TC de crânio ou punção lombar são indicados apenas em casos de convulsão febril complexa, sinais de alerta para infecção do SNC, ou em crianças com desenvolvimento neurológico atípico.
A conduta inicial envolve o controle da febre e a observação do paciente. Se os critérios de convulsão febril simples forem preenchidos e não houver sinais de alerta, a alta com orientações é apropriada.
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