Convulsão Febril Prolongada: Manejo e Tratamento

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024

Enunciado

Paciente com 1ano e 3meses de idade dá entrada no pronto-socorro infantil apresentando convulsão tônico-clônica, iniciada há aproximadamente 20 minutos, segundo informações da mãe. No exame físico da admissão, apresenta cianose central, frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto; saturação de oxigênio de 80%; temperatura axilar de 38,9° C e convulsão tônico-clônica. Além de monitorizar, garantir vias aéreas e ofertar oxigênio, a conduta inicial imediata e mais adequada para o tratamento da convulsão febril é

Alternativas

  1. A) Dipirona endovenosa.
  2. B) Diazepam via retal.
  3. C) Midazolam endovenoso.
  4. D) Diazepam intranasal.
  5. E) Midazolam intranasal.

Pérola Clínica

Convulsão febril prolongada (>5 min) → Midazolam IV/IM/IN ou Diazepam IV/retal. Priorize via rápida e eficaz.

Resumo-Chave

Em convulsões prolongadas, especialmente com sinais de hipóxia (cianose, baixa saturação), a prioridade é interromper a crise rapidamente. O Midazolam endovenoso é uma excelente escolha devido ao seu rápido início de ação e eficácia, sendo superior a vias como a retal em situações de emergência com acesso venoso estabelecido ou possível.

Contexto Educacional

A convulsão febril é um evento comum na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos. Embora a maioria seja benigna e autolimitada, as convulsões febris prolongadas, ou estado de mal epiléptico febril, exigem intervenção imediata devido ao risco de lesão cerebral e complicações respiratórias. O reconhecimento precoce e a administração rápida de anticonvulsivantes são cruciais para um bom prognóstico. A fisiopatologia envolve a imaturidade do sistema nervoso central em resposta à febre, mas a duração prolongada da crise pode levar a alterações metabólicas e hipóxia. O diagnóstico é clínico, baseado na observação da crise e na presença de febre. É fundamental diferenciar de outras causas de convulsão e descartar infecções do SNC. A monitorização da saturação de oxigênio e da frequência cardíaca é essencial para guiar o manejo. O tratamento inicial foca na estabilização do paciente (vias aéreas, oxigênio) e na interrupção da crise. Benzodiazepínicos como Midazolam (endovenoso, intramuscular ou intranasal) ou Diazepam (endovenoso ou retal) são as drogas de primeira linha. A escolha da via depende do acesso e da rapidez necessária. Após o controle da crise, a investigação da causa da febre e a orientação aos pais são passos importantes. O prognóstico da convulsão febril prolongada é geralmente bom se tratada prontamente, mas há um risco ligeiramente aumentado de epilepsia futura.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de convulsão febril prolongada?

A convulsão febril prolongada é definida como uma crise convulsiva associada à febre que dura mais de 5 minutos. É crucial interrompê-la rapidamente para evitar complicações.

Por que o Midazolam endovenoso é a melhor opção neste caso?

O Midazolam endovenoso é preferível devido ao seu rápido início de ação e alta eficácia em interromper crises convulsivas. Em situações de emergência com acesso venoso, é a via de escolha para controle rápido da convulsão.

Quais são os sinais de alerta em uma convulsão febril que indicam gravidade?

Sinais de alerta incluem duração da crise superior a 5 minutos, cianose, saturação de oxigênio abaixo de 90%, e alteração do nível de consciência prolongada após a crise, indicando necessidade de intervenção imediata.

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