Convulsão Febril na Infância: Manejo Agudo e Diagnóstico

HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

No que se refere às Convulsões Febris na infância, marque a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) O Eletroencefalograma (EEG deve ser realizado rotineiramente, uma vez que contribui para o diagnóstico e tratamento.
  2. B) A profilaxia secundária é indicada no caso de crise focal simples, com o uso de benzodiazepínicos durante os episódios febris.
  3. C) A maioria das crianças já chega ao pronto socorro no período pós-ictal. Nos casos em que a criança está em convulsão, o tratamento agudo é igual a qualquer crise epiléptica, independente de sua etiologia.
  4. D) A crise febril é definida como uma crise epiléptica que ocorre entre 1 mês e 5 anos de idade, associada a doença febril, não causada por uma infecção do sistema nervoso central.

Pérola Clínica

Crise febril: tratamento agudo = outras crises epilépticas; EEG não é rotina.

Resumo-Chave

A maioria das crianças com convulsão febril chega ao PS no período pós-ictal. Se a criança ainda estiver convulsionando, o tratamento agudo é o mesmo de qualquer crise epiléptica, com benzodiazepínicos. O EEG não é recomendado rotineiramente para diagnóstico ou manejo da convulsão febril simples.

Contexto Educacional

As convulsões febris são as crises epilépticas mais comuns na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças. Elas são definidas como crises que ocorrem em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, associadas a febre (geralmente > 38°C), na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC), distúrbios metabólicos agudos ou histórico de crises afebris prévias. A maioria das crises febris é benigna e tem um excelente prognóstico, sem sequelas neurológicas a longo prazo. A fisiopatologia exata das convulsões febris não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma predisposição genética e a imaturidade do cérebro infantil, que é mais suscetível a descargas elétricas anormais em resposta à febre. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. É crucial excluir outras causas de convulsão, como infecções do SNC (meningite, encefalite), que requerem investigação específica, como punção lombar em casos selecionados (ex: sinais meníngeos, letargia persistente, idade < 12 meses). O manejo da convulsão febril foca na interrupção da crise e no tratamento da febre. A maioria das crianças chega ao pronto-socorro no período pós-ictal, quando a crise já cessou. Se a criança ainda estiver convulsionando, o tratamento agudo é o mesmo de qualquer crise epiléptica, com o uso de benzodiazepínicos (diazepam retal, midazolam intranasal ou intravenoso). A profilaxia secundária contínua com anticonvulsivantes não é recomendada para convulsão febril simples devido aos efeitos adversos e à falta de benefício significativo. O eletroencefalograma (EEG) não é indicado rotineiramente, pois não tem valor preditivo para recorrência ou desenvolvimento de epilepsia e não altera a conduta.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de crise febril?

Crise febril é uma crise epiléptica que ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, associada a febre (temperatura > 38°C), na ausência de infecção do sistema nervoso central, distúrbios metabólicos ou histórico de crise afebril prévia.

Qual o tratamento agudo para uma criança em convulsão febril?

O tratamento agudo para uma criança em convulsão febril é similar ao de qualquer crise epiléptica, utilizando benzodiazepínicos como diazepam retal ou midazolam intranasal/intravenoso para interromper a crise.

O EEG é indicado rotineiramente para convulsão febril?

Não, o eletroencefalograma (EEG) não é recomendado rotineiramente para crianças com convulsão febril simples, pois não contribui para o diagnóstico, não prevê o risco de recorrência ou desenvolvimento de epilepsia e não altera a conduta.

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