HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
As convulsões febris constituem uma das manifestações neuropediátricas mais frequentes. Marque a alternativa CORRETA.
Convulsão febril: diagnóstico clínico, alta frequência, baixa morbimortalidade, EEG/TC sem valor prognóstico.
O diagnóstico da convulsão febril é essencialmente clínico, baseado na ocorrência de crise convulsiva associada à febre, sem evidência de infecção do sistema nervoso central ou histórico de epilepsia. Apesar de ser comum, a distinção inicial de outras causas de crise pode ser desafiadora.
As convulsões febris representam a manifestação neuropediátrica mais comum na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. Caracterizam-se por crises convulsivas associadas à febre (temperatura > 38°C), na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC), distúrbio metabólico agudo ou história prévia de epilepsia afebril. A compreensão de sua epidemiologia e características clínicas é fundamental para o manejo adequado. O diagnóstico da convulsão febril é eminentemente clínico. Embora a apresentação típica seja de uma crise tônico-clônica generalizada de curta duração (convulsão febril simples), a distinção inicial de outras causas de crise, como meningite ou encefalite, pode ser um desafio. É crucial realizar uma anamnese detalhada e um exame físico completo para excluir outras etiologias. A fisiopatologia envolve uma predisposição genética e a imaturidade cerebral em resposta à febre. Apesar da frequência, a convulsão febril simples possui um prognóstico geralmente benigno, com baixa morbidade e mortalidade. Exames complementares como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) não são indicados de rotina para o diagnóstico ou prognóstico da convulsão febril simples, sendo reservados para casos atípicos, crises prolongadas ou suspeita de outras condições neurológicas subjacentes. O tratamento agudo visa controlar a crise e a febre, e a prevenção de recorrências é discutível e individualizada.
O diagnóstico da convulsão febril é clínico, baseado na ocorrência de uma crise convulsiva em criança com febre, sem infecção do SNC, distúrbio metabólico agudo ou histórico de epilepsia afebril.
A convulsão febril, especialmente a simples, tem um prognóstico geralmente benigno, com baixa morbidade e mortalidade. A maioria das crianças não desenvolve epilepsia.
Não, o EEG e a tomografia computadorizada não têm valor prognóstico na convulsão febril simples e não são indicados de rotina. São reservados para casos atípicos ou suspeita de outras condições.
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