HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
O que se pode afirmar em relação às convulsões febris?
Convulsão febril = crise ocasional em crianças 6m-5a, febre extraneurológica, sem convulsão prévia afebril.
Convulsões febris são eventos comuns na infância, caracterizadas por crises convulsivas desencadeadas por febre de origem extraneurológica em crianças sem histórico de epilepsia. A faixa etária típica é entre 6 meses e 5 anos, com pico de incidência entre 12 e 18 meses.
As convulsões febris são as crises convulsivas mais comuns na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças. Elas são definidas como crises ocasionais que ocorrem em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, associadas a um episódio febril (temperatura ≥ 38°C) de origem extraneurológica, na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC) ou de histórico de crises convulsivas afebris. A idade de maior incidência é entre 12 e 18 meses. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que a imaturidade do cérebro infantil, associada à rápida elevação da temperatura corporal, desempenhe um papel. Fatores genéticos também estão envolvidos, com histórico familiar de convulsão febril aumentando o risco. O diagnóstico é clínico, após exclusão de outras causas de convulsão, como meningite ou encefalite. O manejo agudo envolve o controle da crise (se ainda presente) e a investigação da causa da febre. A maioria das convulsões febris é simples (generalizada, <15 minutos, uma em 24h) e tem bom prognóstico, sem sequelas neurológicas. O tratamento profilático não é rotineiramente recomendado, mas a orientação aos pais sobre o manejo da febre e o reconhecimento de crises é fundamental.
A convulsão febril é uma crise convulsiva ocasionada por febre de origem extraneurológica, que ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, sem histórico de convulsões afebris ou infecção do sistema nervoso central.
A faixa etária mais comum para a ocorrência de convulsões febris é entre 6 meses e 5 anos, com um pico de incidência observado entre os 12 e 18 meses de vida.
Não, a convulsão febril não é considerada epilepsia. É um evento benigno e autolimitado, que ocorre apenas na presença de febre, e não indica um distúrbio convulsivo crônico.
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