Convulsões Febris: Definição, Idade e Características Essenciais

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023

Enunciado

O que se pode afirmar em relação às convulsões febris?

Alternativas

  1. A) São crises convulsivas periódicas sendo mais frequentes na faixa etária de 12 a 18 meses, provocada por febre baixa, e geralmente surgem após as 24h, de origem extra neurológica em crianças que nunca tiveram convulsão em apirexia.
  2. B) São crises convulsivas ocasionais, sendo mais frequente em crianças do sexo feminino na faixa etária de 1 a 36 meses, provocada por febre de origem extraneurológica em crianças que já tiveram convulsão em apirexia.
  3. C) São crises convulsivas periódicas, sendo mais frequente na faixa etária de acima 36 meses, provocada por febre de origem extra neurológica, na dependência de susceptibilidade individual não determinada geneticamente.
  4. D) São crises convulsivas ocasionais, que podem ocorrer de 6 meses a 5 anos de idade mais frequente na faixa etária de 12 a 18 meses, provocada por febre de origem extraneurológica em crianças que nunca tiveram convulsão em apirexia.
  5. E) São crises convulsivas ocasionais, sendo mais frequente em crianças do sexo feminino, iniciadas na faixa etária de 2 a 36 meses, provocada por febre de origem extraneurológica em crianças que já tiveram convulsão em apirexia.

Pérola Clínica

Convulsão febril = crise ocasional em crianças 6m-5a, febre extraneurológica, sem convulsão prévia afebril.

Resumo-Chave

Convulsões febris são eventos comuns na infância, caracterizadas por crises convulsivas desencadeadas por febre de origem extraneurológica em crianças sem histórico de epilepsia. A faixa etária típica é entre 6 meses e 5 anos, com pico de incidência entre 12 e 18 meses.

Contexto Educacional

As convulsões febris são as crises convulsivas mais comuns na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças. Elas são definidas como crises ocasionais que ocorrem em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, associadas a um episódio febril (temperatura ≥ 38°C) de origem extraneurológica, na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC) ou de histórico de crises convulsivas afebris. A idade de maior incidência é entre 12 e 18 meses. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que a imaturidade do cérebro infantil, associada à rápida elevação da temperatura corporal, desempenhe um papel. Fatores genéticos também estão envolvidos, com histórico familiar de convulsão febril aumentando o risco. O diagnóstico é clínico, após exclusão de outras causas de convulsão, como meningite ou encefalite. O manejo agudo envolve o controle da crise (se ainda presente) e a investigação da causa da febre. A maioria das convulsões febris é simples (generalizada, <15 minutos, uma em 24h) e tem bom prognóstico, sem sequelas neurológicas. O tratamento profilático não é rotineiramente recomendado, mas a orientação aos pais sobre o manejo da febre e o reconhecimento de crises é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são as características principais da convulsão febril?

A convulsão febril é uma crise convulsiva ocasionada por febre de origem extraneurológica, que ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, sem histórico de convulsões afebris ou infecção do sistema nervoso central.

Qual a faixa etária mais comum para convulsões febris?

A faixa etária mais comum para a ocorrência de convulsões febris é entre 6 meses e 5 anos, com um pico de incidência observado entre os 12 e 18 meses de vida.

A convulsão febril é um tipo de epilepsia?

Não, a convulsão febril não é considerada epilepsia. É um evento benigno e autolimitado, que ocorre apenas na presença de febre, e não indica um distúrbio convulsivo crônico.

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