Convulsão Febril em Crianças: Manejo e Tratamento Inicial

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022

Enunciado

Um paciente masculino, 1 ano e 6 meses de vida, chega à emergência com quadro de convulsão tônico-clônica em domicílio. Nega episódios anteriores. Apresenta história de coriza e febre em torno de 38°C há 1 dia. Mãe relata que irmão mais velho apresentou convulsões febris. Ao exame físico apresenta novo episódio de convulsivo. Glicemia capilar 90 mg/dl e temperatura axilar 38,1°C.Assinale a alternativa indicada como tratamento inicial neste caso.

Alternativas

  1. A) Soro glicosado a 50%
  2. B) Dipirona endovenosa
  3. C) Fenitoína endovenosa
  4. D) Diazepam endovenoso
  5. E) Ceftriaxone intramuscular

Pérola Clínica

Convulsão febril em atividade → Diazepam EV é tratamento inicial de escolha.

Resumo-Chave

Em um paciente pediátrico com convulsão em andamento, a prioridade é interromper a crise. O Diazepam endovenoso é o benzodiazepínico de primeira linha para o tratamento agudo de convulsões, incluindo as febris, devido ao seu rápido início de ação e eficácia.

Contexto Educacional

A convulsão febril é a crise convulsiva mais comum na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças. Geralmente ocorre entre 6 meses e 5 anos de idade, associada a um pico febril. Embora assustadora para os pais, a maioria das convulsões febris é benigna e não causa sequelas neurológicas a longo prazo. É crucial diferenciar a convulsão febril simples da complexa e de outras causas de convulsão, como meningite. O manejo inicial de uma criança em crise convulsiva, seja febril ou não, visa primeiramente cessar a atividade convulsiva. Benzodiazepínicos, como o Diazepam ou Midazolam, são as drogas de primeira linha devido ao seu rápido início de ação. A via endovenosa é preferencial em ambiente hospitalar, mas a via retal ou intranasal pode ser usada no pré-hospitalar para agilizar o controle da crise. Após o controle da crise, a investigação da causa da febre e a exclusão de infecções do sistema nervoso central são passos importantes. A história familiar de convulsões febris é um fator de risco conhecido. O conhecimento do manejo agudo e da diferenciação diagnóstica é fundamental para residentes de pediatria e emergência, garantindo a segurança e o bem-estar do paciente pediátrico.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de convulsão febril?

A convulsão febril ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, associada à febre (temperatura > 38°C), sem infecção do sistema nervoso central, distúrbio metabólico ou história de convulsões afebris prévias, sendo geralmente benigna.

Qual o tratamento inicial para uma criança em crise convulsiva febril?

O tratamento inicial para uma criança em crise convulsiva febril ativa é a administração de um benzodiazepínico, como o Diazepam endovenoso (0,2-0,5 mg/kg) ou retal, para cessar a crise rapidamente e prevenir complicações.

Quando suspeitar de uma causa mais grave que convulsão febril simples?

Suspeitar de causas mais graves se a criança for menor de 6 meses ou maior de 5 anos, se a crise for focal, prolongada (>15 min), se houver déficits neurológicos pós-ictais ou sinais de infecção do sistema nervoso central, como rigidez de nuca.

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