Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
Assinale a melhor opção sobre convulsões febris na infância:
Convulsão febril → sempre descartar infecção grave (meningite, sepse), especialmente em lactentes < 1 ano.
Embora a maioria das convulsões febris seja benigna, é crucial investigar causas graves como meningite ou sepse, principalmente em lactentes. A febre é um sintoma, e a convulsão pode ser a primeira manifestação de uma infecção séria que exige atenção imediata.
A convulsão febril é um evento neurológico comum na infância, definida como uma crise convulsiva associada à febre, sem evidência de infecção intracraniana ou causa definida. Afeta cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, sendo mais frequente entre 12 e 18 meses. É crucial para o residente reconhecer sua prevalência e a necessidade de uma abordagem diagnóstica criteriosa. Embora a maioria das convulsões febris seja benigna e autolimitada, é imperativo descartar condições mais graves, como meningite bacteriana ou sepse, especialmente em lactentes menores de 12 meses, onde os sinais e sintomas podem ser atípicos. A investigação deve incluir um exame físico completo e, dependendo da idade e dos achados clínicos, punção lombar pode ser indicada para excluir infecção do sistema nervoso central. O tratamento agudo da convulsão febril visa controlar a crise (se prolongada) e tratar a causa da febre. O prognóstico é geralmente excelente, com baixo risco de epilepsia futura. No entanto, a vigilância para sinais de alerta e a educação dos pais são fundamentais para garantir a segurança da criança e evitar ansiedade desnecessária.
Sinais de alerta incluem letargia, irritabilidade excessiva, rigidez de nuca, abaulamento de fontanela, convulsão prolongada ou focal, e recuperação lenta. Estes podem indicar uma infecção grave do sistema nervoso central ou sepse.
Meningite e sepse são infecções graves que podem ter sequelas neurológicas permanentes ou ser fatais se não tratadas rapidamente. Em lactentes, os sinais e sintomas podem ser inespecíficos, e a convulsão febril pode ser a primeira manifestação dessas condições.
A idade mais comum para convulsões febris é entre 6 meses e 5 anos. A maioria das convulsões febris não evolui para epilepsia (risco de 2-4%), sendo o risco maior em casos de convulsão febril complexa ou história familiar de epilepsia.
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