SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
A convulsão febril é um evento bastante comum na infância. Estima-se que 2 a 5% das crianças apresentem pelo menos uma crise convulsiva na vigência de febre e, como tal, é o evento convulsivo mais comum em crianças menores de 60 meses. Cerca de 30 a 40% dessas crianças terão pelo menos uma recorrência da crise, também associada à febre. É definida como critérios para caracterizar convulsão febril:
Convulsão febril simples = generalizada, < 15 min, única em 24h, sem infecção SNC, em crianças 6 meses a 5 anos.
A convulsão febril simples é definida por ser generalizada, ter duração inferior a 15 minutos e ocorrer uma única vez em 24 horas. É crucial diferenciar da convulsão febril complexa e de outras causas de convulsão com febre.
A convulsão febril é o tipo mais comum de convulsão na infância, afetando cerca de 2% a 5% das crianças. É definida como uma crise convulsiva que ocorre na vigência de febre (temperatura > 38°C), sem evidência de infecção do sistema nervoso central (SNC) ou desequilíbrio metabólico agudo, em crianças com idade entre 6 meses e 5 anos que não possuem história prévia de convulsões afebris. É fundamental entender que a convulsão febril não é epilepsia. Existem dois tipos principais: a convulsão febril simples e a complexa. A simples, que é a mais comum, é caracterizada por ser generalizada (tônico-clônica), ter duração inferior a 15 minutos e ocorrer apenas uma vez em um período de 24 horas. Já a convulsão febril complexa apresenta uma ou mais das seguintes características: duração superior a 15 minutos, ser focal (parcial), ou ocorrer múltiplas vezes em 24 horas. O prognóstico da convulsão febril simples é geralmente excelente, sem aumento do risco de epilepsia ou déficits neurológicos a longo prazo. A recorrência é comum, ocorrendo em 30-40% dos casos. O manejo agudo de uma convulsão febril envolve garantir a segurança da criança e, se a crise durar mais de 5 minutos, pode-se administrar benzodiazepínicos (ex: diazepam retal ou midazolam intranasal/oral). A investigação etiológica da febre é crucial para descartar infecções graves, como meningite. A prevenção secundária com anticonvulsivantes contínuos não é recomendada devido aos efeitos adversos e ao bom prognóstico da convulsão febril simples. A orientação aos pais sobre o que fazer durante uma crise e a tranquilização sobre o prognóstico são partes importantes da conduta.
Uma convulsão febril simples é caracterizada por ser generalizada (tônico-clônica), ter duração inferior a 15 minutos, ocorrer uma única vez em um período de 24 horas e não estar associada a infecção do sistema nervoso central ou distúrbio metabólico agudo.
A convulsão febril é mais comum em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, com pico de incidência entre 12 e 18 meses. É o evento convulsivo mais frequente nessa faixa etária.
Os principais fatores de risco para recorrência incluem idade jovem no primeiro episódio (<18 meses), história familiar de convulsão febril, febre baixa no início da crise e curto intervalo entre o início da febre e a convulsão.
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