UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Sobre convulsões febris é correto afirmar:
Convulsão febril: foco na causa da febre, não na convulsão em si (geralmente benigna).
A convulsão febril é um evento benigno e autolimitado na maioria dos casos. O principal objetivo da investigação e manejo é identificar e tratar a causa subjacente da febre, pois a convulsão em si raramente causa sequelas.
As convulsões febris são as convulsões mais comuns na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. São definidas como convulsões que ocorrem na presença de febre, sem evidência de infecção intracraniana ou causa metabólica e sem histórico de convulsões afebris prévias. Sua importância reside na ansiedade que geram nos pais e na necessidade de diferenciar de outras condições mais graves. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que a imaturidade cerebral e a predisposição genética desempenhem um papel. O diagnóstico é clínico, baseado na observação do evento. O foco principal da investigação e tratamento não é a convulsão em si, que é geralmente benigna e autolimitada, mas sim a identificação e o manejo da causa subjacente da febre. Exames complementares devem ser guiados pela história e exame físico para descartar infecções graves. O tratamento agudo da convulsão febril prolongada pode envolver benzodiazepínicos. O prognóstico é geralmente excelente, com a maioria das crianças não apresentando sequelas neurológicas. O risco de recorrência é de cerca de 30-35%, e o risco de desenvolver epilepsia é baixo, especialmente para convulsões febris simples.
Uma convulsão febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos, ocorre apenas uma vez em 24 horas e não tem características focais.
A punção lombar não é rotineiramente indicada. Deve ser considerada em lactentes jovens (<12 meses), na presença de sinais de meningite/encefalite, ou se o estado vacinal for incompleto para Haemophilus influenzae tipo b ou Streptococcus pneumoniae.
O risco de desenvolver epilepsia após uma convulsão febril simples é apenas ligeiramente maior do que na população geral (cerca de 1%), mas é maior em casos de convulsões febris complexas ou com fatores de risco adicionais.
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