HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Sobre as convulsões febris, podemos afirmar:
Convulsões febris afetam 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos, com baixo risco de epilepsia.
As convulsões febris são eventos comuns na infância, com uma prevalência significativa na faixa etária de 6 meses a 5 anos. A maioria é benigna e não evolui para epilepsia, sendo importante diferenciar de outras condições neurológicas.
As convulsões febris representam a forma mais comum de crise convulsiva na infância, afetando uma parcela significativa da população pediátrica. São definidas como crises que ocorrem em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, associadas à febre, sem evidência de infecção intracraniana ou causa metabólica e sem história prévia de crise afebril. A prevalência é de 2% a 5% nessa faixa etária, sendo um motivo frequente de procura por atendimento de urgência. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve a imaturidade do sistema nervoso central e a resposta a elevações rápidas da temperatura corporal. É crucial diferenciar a convulsão febril simples (generalizada, <15 min, sem recorrência em 24h) da complexa (focal, >15 min, recorrente em 24h ou pós-crise neurológica). O diagnóstico é clínico, após exclusão de outras causas. O prognóstico das convulsões febris simples é geralmente excelente, com baixo risco de sequelas neurológicas ou desenvolvimento de epilepsia (cerca de 2-4%). O tratamento agudo visa interromper a crise prolongada, geralmente com benzodiazepínicos. A prevenção de recorrências com antitérmicos é controversa, e o uso de anticonvulsivantes profiláticos não é recomendado rotineiramente devido aos efeitos adversos e ao bom prognóstico da maioria dos casos. A orientação familiar e a tranquilização são partes importantes do manejo.
As convulsões febris ocorrem mais frequentemente em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, com um pico de incidência por volta dos 18 meses.
Não necessariamente. A maioria das crianças com convulsão febril simples não desenvolve epilepsia. O risco é ligeiramente maior em casos de convulsão febril complexa ou com histórico familiar de epilepsia.
Medicamentos abortivos de crises, como benzodiazepínicos (ex: diazepam retal ou midazolam intranasal/oral), são indicados para convulsões febris que duram mais de 5 minutos, para prevenir a progressão para uma crise prolongada ou estado de mal epiléptico.
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