HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2015
A convulsão febril é o problema neurológico mais comum na infância. Em relação à convulsão febril, assinale a alternativa INCORRETA.
Convulsão febril: EEG não é rotina. PL em <12m ou sinais meníngeos. Recorrência: idade <12m, febre baixa, história familiar.
O eletroencefalograma (EEG) não é recomendado de rotina para todos os casos de convulsão febril, pois geralmente não prediz o risco de recorrência ou de epilepsia futura. Sua indicação é restrita a casos atípicos ou quando há suspeita de outra condição neurológica subjacente.
A convulsão febril é um evento clínico comum e muitas vezes assustador para os pais, sendo o problema neurológico mais frequente na infância. Caracteriza-se por uma crise convulsiva associada à febre, sem evidência de infecção intracraniana ou causa metabólica aguda, em crianças entre 3 meses e 5 anos de idade. Apesar da dramaticidade, a maioria das convulsões febris é benigna e não resulta em sequelas neurológicas ou desenvolvimento de epilepsia. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. É crucial diferenciar a convulsão febril simples (generalizada, duração <15 minutos, sem recorrência em 24h) da complexa (focal, duração >15 minutos, recorrência em 24h ou pós-crise com déficits). A investigação complementar deve ser criteriosa. O eletroencefalograma (EEG) não é indicado de rotina, pois não prediz o risco de recorrência ou epilepsia. A punção lombar é reservada para lactentes jovens (<12 meses) ou quando há sinais de irritação meníngea, devido à dificuldade de exclusão de meningite. O manejo agudo foca na interrupção da crise e no controle da febre. A orientação familiar é fundamental para reduzir a ansiedade e desmistificar a condição. Os fatores de risco para recorrência incluem idade jovem no primeiro episódio, história familiar positiva e febre de curta duração. Compreender esses aspectos é essencial para residentes, permitindo um diagnóstico preciso, uma conduta adequada e um aconselhamento eficaz aos pais, evitando exames desnecessários e garantindo a tranquilidade da família.
A convulsão febril é o distúrbio neurológico mais comum na infância, ocorrendo geralmente entre 3 meses e 5 anos de idade, com pico de incidência por volta dos 18 meses. É definida como uma convulsão associada à febre, na ausência de infecção do sistema nervoso central ou distúrbio metabólico agudo.
A punção lombar é recomendada em lactentes com menos de 12 meses, devido à dificuldade em identificar sinais de irritação meníngea, ou em qualquer idade se houver sinais sugestivos de meningite ou meningoencefalite, como rigidez de nuca, fontanela abaulada ou alteração do nível de consciência.
Os principais fatores de risco para recorrência incluem idade inferior a 12 meses no primeiro episódio, história familiar de convulsão febril em parentes de primeiro grau, febre baixa no início da crise e curta duração da febre antes da convulsão.
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