UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Uma das manifestações mais frequentes em neuro- pediatria são as convulsões febris (CF). Com relação a essa enfermidade, assinale a alternativa correta.
Convulsão febril: idade-dependente (3m-5a), não neonatal; PL em lactentes <12m na 1ª CF é recomendada.
Convulsões febris são eventos idade-dependentes, ocorrendo tipicamente entre 6 meses e 5 anos de idade, e não devem ser confundidas com convulsões neonatais. Em lactentes menores de 12 meses que apresentam a primeira convulsão febril, a punção lombar é recomendada para excluir meningite bacteriana, mesmo na ausência de sinais clássicos de irritação meníngea, devido à dificuldade de identificação desses sinais nessa faixa etária.
As convulsões febris (CF) são a forma mais comum de convulsão na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças. Elas são definidas como eventos convulsivos que ocorrem em associação com febre, na ausência de infecção intracraniana, distúrbio metabólico agudo ou histórico de convulsões afebris prévias. A idade é um fator crucial, com a maioria dos casos ocorrendo entre 6 meses e 5 anos, e a incidência máxima por volta dos 18 meses. A fisiopatologia das CF não é completamente compreendida, mas acredita-se que envolva uma predisposição genética e uma imaturidade do sistema nervoso central, que o torna mais suscetível a descargas elétricas anormais em resposta à febre. O diagnóstico de CF é clínico, baseado na história e exame físico. É fundamental excluir outras causas de convulsão, especialmente infecções do sistema nervoso central, como meningite ou encefalite. Em lactentes jovens (<12 meses), os sinais de meningite podem ser sutis ou ausentes, tornando a punção lombar uma ferramenta diagnóstica importante mesmo na ausência de sinais clássicos de irritação meníngea. O tratamento agudo de uma CF envolve medidas de suporte e controle da febre. A maioria das CF é benigna e não causa danos neurológicos a longo prazo. O prognóstico é geralmente excelente, com baixo risco de epilepsia subsequente (cerca de 2-4%). A orientação familiar é essencial, explicando a natureza benigna da condição e os sinais de alerta para buscar atendimento médico. O EEG não é recomendado rotineiramente, pois não auxilia no prognóstico ou na decisão terapêutica para CF simples.
As convulsões febris ocorrem mais frequentemente em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, sendo raras antes dos 3 meses e após os 6 anos.
A punção lombar é fortemente recomendada em lactentes menores de 12 meses na primeira convulsão febril, e considerada em crianças de 12 a 18 meses, devido ao risco de meningite bacteriana com sinais atípicos.
Não, o EEG não é rotineiramente recomendado para o diagnóstico de convulsão febril simples, pois não prediz o risco de recorrência ou de desenvolvimento de epilepsia. É reservado para casos atípicos ou complexos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo