Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Sobre Convulsão Febril (CF) são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo: ( ) A história familiar constitui fator de risco tanto para as recorrências das CFs quanto para o desenvolvimento de epilepsia; ( ) Para a maioria dos pacientes o tratamento profilático é dispensável; ( ) Não há consenso sobre a associação entre alterações eletroencefalográficas e risco de epilepsia; ( ) As CFs podem preceder síndromes epilépticas; ( ) A idade da 1ª crise se relaciona a risco de epilepsia. Assinale a alternativa correta:
CF: História familiar e CF complexa ↑ risco de epilepsia; profilaxia medicamentosa não é rotina.
A maioria das convulsões febris é benigna e não requer profilaxia medicamentosa contínua. Fatores como história familiar, convulsão febril complexa e atraso no desenvolvimento são mais preditivos de risco para epilepsia do que apenas a idade da primeira crise. O EEG não é útil para predizer epilepsia após CF.
A convulsão febril (CF) é a crise epiléptica mais comum na infância, ocorrendo em 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos, associada à febre sem infecção do SNC ou causa metabólica. É crucial diferenciar CF simples de complexa (duração >15min, focal, ou múltiplas em 24h) e identificar fatores de risco para recorrência e para o desenvolvimento de epilepsia, como história familiar de epilepsia ou CF complexa. A fisiopatologia envolve a imaturidade cerebral e a resposta a picos febris. O diagnóstico é clínico, e a investigação deve focar na causa da febre. Fatores de risco para epilepsia incluem convulsão febril complexa, história familiar de epilepsia e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor prévio. A idade da primeira crise, isoladamente, não é o fator mais preditivo de epilepsia. O tratamento da crise aguda é sintomático. A profilaxia medicamentosa contínua não é recomendada para a maioria dos pacientes devido aos efeitos adversos e à benignidade da condição. O prognóstico é geralmente bom, com baixo risco de sequelas neurológicas, e o EEG não é útil para predizer epilepsia após CF.
Os principais fatores de risco para recorrência incluem idade jovem na primeira crise (<12-18 meses), história familiar de convulsão febril, febre baixa no início da crise e curta duração da febre antes da crise.
O tratamento profilático contínuo não é recomendado para a maioria dos pacientes devido aos efeitos adversos dos medicamentos e à natureza benigna da condição. É considerado apenas em casos muito raros e específicos, como crises febris muito frequentes e prolongadas.
O EEG de rotina não é recomendado na avaliação de uma convulsão febril simples, pois não prediz o risco de recorrência ou o desenvolvimento de epilepsia. Sua indicação é restrita a casos atípicos ou quando há suspeita de outra condição neurológica subjacente.
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