UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Lactente com 9 meses de vida foi atendido na emergência apresentando crise convulsiva tônico clônica na vigência de febre. Foram realizadas medidas de suporte básico de vida e terapêutica específica. A partir de agora para que se chegue a um diagnóstico mais preciso é necessário:
Profilaxia contínua com fenobarbital para convulsão febril é raramente indicada e não é medida diagnóstica.
A profilaxia contínua para convulsão febril, como o fenobarbital, é controversa e geralmente reservada para casos muito específicos de alto risco ou convulsões febris prolongadas, não sendo uma medida para 'diagnóstico mais preciso'. O diagnóstico de convulsão febril é clínico, após exclusão de outras causas.
A convulsão febril é a crise convulsiva mais comum na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. É definida como uma crise convulsiva associada à febre (temperatura >38°C), na ausência de infecção do sistema nervoso central, distúrbio metabólico agudo ou história prévia de convulsões afebris. Embora assustadora para os pais, a maioria das convulsões febris é benigna e não causa sequelas neurológicas. O diagnóstico da convulsão febril é clínico, baseado na história e exame físico. A investigação complementar, como exames de sangue ou punção lombar, é reservada para casos atípicos, convulsões febris complexas (duração >15 min, focal, mais de uma em 24h) ou quando há suspeita de infecção do sistema nervoso central. A neuroimagem não é rotineiramente indicada. A profilaxia contínua com anticonvulsivantes, como o fenobarbital, é controversa e raramente recomendada devido aos potenciais efeitos adversos e ao curso benigno da condição. Sua indicação é restrita a casos muito selecionados, como convulsões febris prolongadas ou múltiplas recorrências com fatores de risco significativos, e não tem papel no 'diagnóstico mais preciso', mas sim na prevenção de novas crises.
Convulsão febril simples é uma crise tônico-clônica generalizada, com duração menor que 15 minutos, que ocorre uma única vez em 24 horas, em criança de 6 meses a 5 anos de idade, associada à febre, sem infecção do sistema nervoso central ou distúrbio metabólico agudo.
A punção lombar é indicada em lactentes menores de 12 meses com convulsão febril, em crianças de 12 a 18 meses sem vacinação completa para Haemophilus influenzae tipo b e Streptococcus pneumoniae, ou em qualquer idade com sinais de irritação meníngea ou convulsão febril atípica.
Os principais fatores de risco para recorrência incluem idade jovem no primeiro episódio (<18 meses), história familiar de convulsão febril, baixa temperatura no início da crise e curta duração da febre antes da convulsão.
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