UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Um pré-escolar com dois anos é trazido à emergência após ter apresentado crise convulsiva há10 minutos, generalizada tônico-clônica, que durou três minutos. Está resfriado há dois dias e há menos de 10 horas apresentando febre (38,5ºC). Não há alteração no exame físico, não está usando medicamentos; nega episódios anteriores e episódios anteriores; tio com história de epilepsia. Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a opção correta.
Convulsão febril → ascensão rápida da temperatura em crianças < 6 anos, sem infecção SNC ou causa metabólica.
Convulsões febris são comuns em crianças pequenas, geralmente entre 6 meses e 5 anos, e estão associadas à velocidade de elevação da temperatura, não necessariamente ao pico. A história familiar de epilepsia é um fator de risco, mas não contraindica o diagnóstico de convulsão febril.
A convulsão febril é a forma mais comum de convulsão na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. É um evento benigno, geralmente autolimitado, mas que causa grande ansiedade nos pais. O reconhecimento correto e a diferenciação de outras causas de convulsão são cruciais para o manejo adequado e para evitar investigações desnecessárias. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que a imaturidade do cérebro infantil, combinada com a rápida elevação da temperatura corporal, leve a uma desregulação da excitabilidade neuronal. Fatores genéticos também desempenham um papel, como evidenciado pela história familiar positiva em muitos casos. O diagnóstico é clínico, baseado na exclusão de outras causas mais graves de convulsão. O tratamento da crise aguda envolve medidas de suporte e, se a crise persistir por mais de 5 minutos, pode-se usar benzodiazepínicos. A prevenção de recorrências geralmente não é indicada para convulsões febris simples. É fundamental tranquilizar os pais e fornecer orientações sobre o que fazer em caso de nova crise, além de educar sobre o bom prognóstico da condição.
A convulsão febril é diagnosticada em crianças de 6 meses a 5 anos, com febre (>38°C), sem infecção do sistema nervoso central, distúrbio metabólico agudo ou história de convulsões afebris prévias. Pode ser simples (generalizada, <15 min, 1x em 24h) ou complexa.
A velocidade de elevação da temperatura corporal, e não o pico da febre, é considerada um gatilho mais significativo para a ocorrência de convulsões febris, devido à imaturidade do sistema nervoso central da criança.
A convulsão febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e ocorre apenas uma vez em 24 horas. A complexa é focal, dura mais de 15 minutos, ou ocorre múltiplas vezes em 24 horas, e pode ter um risco ligeiramente maior de epilepsia.
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