Amplitude de Convergência Fusional e Uso de Prismas

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022

Enunciado

A medida da amplitude de convergência fusional é feita pela colocação de prismas diante dos olhos. Qual das alternativas abaixo melhor representa a posição adequada dos prismas, considerando um paciente sem estrabismo?

Alternativas

  1. A) Base temporal no olho de melhor acuidade visual e base nasal no outro olho.
  2. B) Base temporal no olho direito.
  3. C) Base nasal no olho de melhor acuidade visual e base temporal no outro olho.
  4. D) Base nasal no olho esquerdo.

Pérola Clínica

Convergência fusional = Prismas base temporal (Base-Out) → induz adução ocular.

Resumo-Chave

A medida da convergência fusional utiliza prismas de base temporal para deslocar a imagem para a retina temporal, forçando o olho a realizar adução para manter a fusão.

Contexto Educacional

A avaliação da amplitude fusional é um pilar da propedêutica oftalmológica e ortóptica. Em pacientes sem estrabismo manifesto, a capacidade de fundir imagens sob estresse prismático revela a robustez do sistema motor ocular. A convergência fusional é particularmente importante para a visão de perto, e sua deficiência é uma causa comum de cefaleia e fadiga ocular. Clinicamente, o uso de prismas permite não apenas o diagnóstico de disfunções binoculares, mas também orienta o tratamento com exercícios de pleóptica ou a prescrição de prismas em óculos. Compreender a relação entre o deslocamento da imagem na retina e a resposta motora compensatória é essencial para qualquer residente de oftalmologia.

Perguntas Frequentes

Como o prisma de base temporal atua na convergência?

O prisma de base temporal (Base-Out) desvia a luz em direção à sua base, o que faz com que a imagem projetada na retina se desloque para a região temporal em relação à fóvea. Para manter a visão binocular única e evitar a diplopia, o sistema visual do paciente deve realizar um movimento de convergência (adução dos olhos) para reposicionar a fóvea sob a imagem deslocada. A medida da amplitude de convergência fusional consiste em aumentar gradualmente a potência do prisma até que o paciente não consiga mais compensar o deslocamento, resultando em diplopia ou supressão. Este teste é fundamental na avaliação de insuficiência de convergência e outras disfunções binoculares não estrábicas, permitindo quantificar a reserva fusional positiva do paciente em diferentes distâncias de fixação.

Qual a diferença entre base temporal e base nasal nos testes de fusão?

A orientação da base do prisma determina qual reserva fusional está sendo testada. Prismas de base temporal (Base-Out) exigem que os olhos convirjam para manter a imagem única, testando a reserva fusional positiva. Já os prismas de base nasal (Base-In) deslocam a imagem para a retina nasal, exigindo um movimento de divergência (abdução) para a fusão, o que testa a reserva fusional negativa. Em pacientes ortofóricos ou com pequenas heteroforias, esses testes ajudam a determinar a capacidade do sistema neuromuscular de compensar desvios e manter o conforto visual durante atividades como a leitura.

O que define o ponto de quebra (break point) no teste de prismas?

O ponto de quebra ocorre no momento em que a potência do prisma excede a capacidade de convergência ou divergência fusional do paciente, resultando na perda da visão binocular única. Clinicamente, o paciente relata diplopia (visão dupla) ou o examinador observa um desvio ocular (geralmente o olho sob o prisma deixa de fixar). Após o ponto de quebra, reduz-se a potência do prisma até que a fusão seja recuperada, o que é chamado de ponto de recuperação. Valores baixos de quebra na convergência são indicativos de insuficiência de convergência, frequentemente associada a sintomas de astenopia e dificuldades no trabalho de perto.

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