UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Sobre as contusões pulmonares (""BLAST"") podemos afirmar que:
Contusão pulmonar: principal causa é trauma fechado de alta energia (70% acidentes automobilísticos).
As contusões pulmonares são lesões parenquimatosas comuns em traumas torácicos fechados, especialmente em acidentes automobilísticos. O manejo inicial foca na estabilização respiratória, e a toracotomia não é uma indicação universal, sendo reservada para casos específicos de instabilidade hemodinâmica ou sangramento maciço.
A contusão pulmonar é a lesão parenquimatosa mais comum em traumas torácicos fechados, representando um desafio significativo na emergência. Sua importância clínica reside no potencial de causar insuficiência respiratória aguda, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e outras complicações pulmonares, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes traumatizados. É crucial para o residente reconhecer a etiologia e a fisiopatologia para um manejo adequado. Fisiopatologicamente, a contusão pulmonar envolve hemorragia e edema no parênquima pulmonar, resultando em perda da complacência pulmonar, shunt intrapulmonar e hipoxemia. O diagnóstico é primariamente clínico e radiológico, com a tomografia computadorizada de tórax sendo o método mais sensível para identificar as lesões. A suspeita deve ser alta em pacientes com trauma torácico de alta energia, mesmo na ausência de sinais externos evidentes. O tratamento é majoritariamente de suporte, visando otimizar a oxigenação e a ventilação. Isso pode incluir oxigenoterapia, fisioterapia respiratória, analgesia adequada e, em casos mais graves, ventilação mecânica. A monitorização contínua da função respiratória é essencial, pois a deterioração pode ser insidiosa. O prognóstico depende da extensão da lesão e da presença de lesões associadas.
A contusão pulmonar é predominantemente causada por trauma torácico fechado de alta energia. Cerca de 70% dos casos resultam de acidentes automobilísticos, onde a desaceleração brusca e o impacto direto no tórax são os mecanismos mais comuns.
A intubação orotraqueal é indicada em pacientes com contusão pulmonar que apresentam insuficiência respiratória progressiva, hipoxemia refratária, hipercapnia, rebaixamento do nível de consciência ou incapacidade de proteger a via aérea. Não é, contudo, a primeira conduta obrigatória em todos os casos.
A toracotomia na sala de trauma não está sempre indicada para contusões pulmonares isoladas. Ela é reservada para situações de emergência, como hemorragia maciça intratorácica, tamponamento cardíaco ou lesões traqueobrônquicas graves que causem instabilidade hemodinâmica ou respiratória iminente.
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