SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2021
Paciente, sexo masculino, 20 anos de idade, é trazido pelo SAMU, vítima de trauma moto x anteparo em via expressa há 30 minutos. Dá entrada no Pronto Socorro com colar cervical e prancha rígida, referindo dor em hemitórax direito e falta de ar. Ao exame, A: Via aérea pérvia, mantido colar cervical, SatO2: 84% com cateter de O2 15L/min; B: murmúrios vesiculares diminuídos com crépitos em hemitórax direito, FR: 36ipm; C: Bulhas rítmicas e normofonéticas, FC: 98bpm, PA: 122x76mmHg, abdome indolor à palpação, pelve estável e toque retal sem alterações; D: escala de coma de Glasgow=13, pupilas isocóricas e fotorreagentes; E: escoriações e dor à palpação em hemitórax direito. Foi realizado radiografia de tórax na sala de emergência.Indique os principais achados na radiografia que justifiquem o quadro clínico desse paciente.
Hipoxemia + Crepitações + Trauma de alto impacto → Suspeite de Contusão Pulmonar.
A contusão pulmonar é a lesão parenquimatosa mais comum no trauma torácico, manifestando-se por hipoxemia e infiltrados radiológicos que podem evoluir em 24-48h.
A contusão pulmonar resulta de uma lesão direta ao parênquima, causando hemorragia alveolar e edema intersticial, o que prejudica a troca gasosa. Frequentemente está associada a fraturas de arcos costais, que indicam a magnitude do impacto. O manejo foca na manutenção da oxigenação e prevenção de complicações como pneumonia e SDRA. A monitorização contínua da oximetria e da mecânica respiratória é crucial nas primeiras 48 horas, pois a lesão tende a progredir nesse período.
Na contusão pulmonar, há diminuição do murmúrio vesicular associada a crepitações e macicez à percussão, enquanto no pneumotórax observa-se hipertimpanismo e ausência total de ruídos respiratórios sem crepitações.
O achado clássico é uma opacidade ou infiltrado alveolar não segmentar que não respeita as fissuras lobares, surgindo geralmente nas primeiras horas após o trauma de grande energia.
O tratamento baseia-se em oxigenoterapia suplementar, analgesia vigorosa para permitir expansão torácica e fisioterapia respiratória. Casos graves com hipoxemia refratária podem exigir ventilação mecânica com pressão positiva.
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