IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Um jovem de 21 anos é levado à Unidade de Pronto Atendimento após uma viga de concreto cair sobre seu tórax. Exame físico: PA = 100x70mmHg, FC = 110bpm, FR = 36irpm, oximetria de pulso (sob máscara de O2, 15L/min) = 89%; tórax: escoriações, hematomas e crepitação à palpação à direita, movimento paradoxal e murmúrio vesicular diminuído na base direita. Radiografia de tórax no leito: opacificação no terço médio e inferior direito e fraturas em 2 pontos do 5º ao 8º arcos costais. A hipóxia é causada por:
Trauma torácico grave com hipóxia → Contusão pulmonar e dor são causas primárias de insuficiência respiratória.
A contusão pulmonar, caracterizada por edema e hemorragia no parênquima, é a causa mais comum de hipóxia e insuficiência respiratória após trauma torácico fechado. A dor intensa das fraturas costais limita a expansão torácica e a tosse, agravando a hipoventilação e a atelectasia.
A contusão pulmonar é a lesão mais comum e potencialmente grave em traumas torácicos fechados, caracterizada por hemorragia e edema no parênquima pulmonar sem laceração macroscópica. Sua importância clínica reside na capacidade de causar hipóxia significativa e insuficiência respiratória aguda, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes traumatizados. A prevalência é alta em acidentes automobilísticos e quedas de altura. A fisiopatologia da hipóxia na contusão pulmonar envolve a disrupção da membrana alvéolo-capilar, levando ao extravasamento de sangue e fluidos para os alvéolos e interstício. Isso resulta em diminuição da complacência pulmonar, aumento do shunt intrapulmonar e alteração da relação ventilação/perfusão, culminando em hipoxemia. O diagnóstico é clínico (hipóxia, taquipneia, dor) e radiológico (opacificações irregulares na radiografia ou tomografia de tórax). O tratamento é primariamente de suporte, com otimização da oxigenação, ventilação e controle da dor. O manejo agressivo da dor, muitas vezes com analgesia multimodal ou bloqueios nervosos, é fundamental para permitir a expansão pulmonar adequada e a tosse eficaz. A ventilação mecânica pode ser necessária em casos de insuficiência respiratória grave. O prognóstico depende da extensão da contusão e das lesões associadas.
Sinais incluem hipóxia, taquipneia, dor torácica, crepitação à palpação e murmúrio vesicular diminuído. A radiografia de tórax pode mostrar opacificação irregular.
A dor intensa limita a expansão torácica, a tosse e a limpeza de secreções, levando à hipoventilação e atelectasia, o que agrava a hipóxia. O controle adequado da dor é crucial.
Ambos podem coexistir. A contusão pulmonar é a causa mais comum e direta da hipóxia por alteração da relação ventilação/perfusão. O retalho costal contribui pela instabilidade da parede, mas a contusão subjacente é o principal fator.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo