PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Um homem de 50 anos é levado à sala de emergência após uma colisão entre veículos a motor. Ele está reclamando de uma leve dor torácica e tem alguns hematomas na região do esterno. Ele é um homem saudável e sem história cardíaca. A tomografia computadorizada não apresenta alterações, exceto por uma fratura do corpo do esterno. O eletrocardiograma apresenta taquicardia sinusal com uma frequência cardíaca de 110 batimentos por minutos. Sua dor está bem controlada e parece não haver outras razões para sua taquicardia. Qual é a conduta mais apropriada para esse paciente?
Fratura de esterno + Taquicardia sinusal → Internação + Monitorização cardíaca contínua.
Pacientes com fratura de esterno e alterações no ECG (como taquicardia persistente) devem ser monitorados para descartar contusão miocárdica, mesmo com dor controlada.
A fratura de esterno é frequentemente associada a traumas de alta energia e serve como um marcador para lesões intratorácicas, especialmente a contusão miocárdica. Embora a maioria das fraturas de esterno isoladas com ECG normal possa ser tratada ambulatorialmente, a presença de taquicardia sinusal (frequência > 100 bpm) exige vigilância. A monitorização em unidade de terapia intensiva ou semi-intensiva permite a detecção precoce de disritmias e intervenção imediata.
O eletrocardiograma é o exame de triagem inicial fundamental no trauma torácico fechado com suspeita de contusão miocárdica. Alterações como taquicardia sinusal persistente, arritmias, bloqueios de condução ou alterações do segmento ST indicam a necessidade de monitorização contínua, pois o paciente corre risco de desenvolver arritmias letais nas primeiras 24-48 horas.
O ecocardiograma está indicado em pacientes com instabilidade hemodinâmica, alterações persistentes no ECG ou quando há suspeita de lesões estruturais cardíacas (valvulares, ruptura de septo ou tamponamento). Em pacientes estáveis com ECG normal, o ecocardiograma rotineiro geralmente não é necessário para o diagnóstico de contusão miocárdica isolada.
A taquicardia sinusal inexplicada após trauma esternal pode ser o único sinal de uma contusão miocárdica subjacente. Como o risco principal são as arritmias cardíacas súbitas, a admissão para monitorização eletrocardiográfica contínua por 24 horas é a conduta padrão para garantir a segurança do paciente antes da alta.
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