UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Após confirmado o diagnóstico de Tuberculose Pulmonar e iniciado o tratamento, é necessário o controle do tratamento, este feito em dose supervisionada e diária na unidade básica de saúde. NÃO é exemplo desse controle/acompanhamento:
Radiografia de tórax NÃO é controle periódico da tuberculose; baciloscopia mensal e acompanhamento clínico são essenciais.
O controle do tratamento da tuberculose pulmonar é primariamente clínico e bacteriológico (baciloscopia). A radiografia de tórax não é recomendada para acompanhamento periódico, pois as alterações radiológicas podem persistir mesmo após a cura bacteriológica. Sua principal indicação é no início do tratamento e, em casos selecionados, para avaliar complicações ou em pacientes sem expectoração.
O tratamento da tuberculose pulmonar é um processo longo e complexo que exige acompanhamento rigoroso para garantir a adesão, monitorar a eficácia e identificar possíveis efeitos adversos dos medicamentos. O controle é fundamental para prevenir falhas terapêuticas, desenvolvimento de resistência e recidivas. O acompanhamento do tratamento é baseado principalmente em três pilares: o acompanhamento clínico mensal, a baciloscopia de escarro de controle e o tratamento diretamente observado (TDO). O acompanhamento clínico visa identificar queixas, sinais clínicos de melhora ou piora, e reações adversas aos medicamentos. A baciloscopia mensal é crucial para monitorar a eliminação dos bacilos e a resposta ao tratamento, sendo indispensável em meses chave como o segundo, quarto e sexto. A radiografia de tórax, embora essencial no diagnóstico inicial, não é um exame de rotina para o acompanhamento periódico do tratamento da tuberculose. As lesões radiológicas podem demorar a regredir ou até mesmo persistir como sequelas, mesmo após a cura bacteriológica. Sua indicação no controle é restrita a situações específicas, como avaliação de complicações ou em pacientes sem expectoração para baciloscopia. A comprovação da cura é feita principalmente pela negativação das baciloscopias ao longo do tratamento e ao final dele.
O principal método é a baciloscopia de escarro, realizada mensalmente a partir do segundo mês de tratamento, sendo indispensável no segundo, quarto e sexto meses para avaliar a resposta terapêutica.
As alterações radiológicas podem demorar a regredir ou até persistir mesmo após a cura bacteriológica, não refletindo diretamente a atividade da doença. Seu uso rotineiro pode levar a interpretações errôneas e ansiedade desnecessária.
A cura é comprovada por pelo menos duas baciloscopias negativas, uma na fase de acompanhamento (geralmente no 5º mês) e outra ao final do tratamento (6º mês), em pacientes que completaram o esquema terapêutico.
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