CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Sobre o sistema de saúde no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA:
Controle Social no SUS → participação de usuários, trabalhadores e gestores/prestadores, NÃO exclusivamente da comunidade.
O controle social no SUS é uma diretriz que garante a participação da sociedade na gestão da saúde, mas essa participação não é exclusiva da comunidade. Inclui também representantes dos trabalhadores e dos gestores/prestadores de serviços, atuando em conjunto nos Conselhos e Conferências de Saúde.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, fundamentado em princípios e diretrizes que visam garantir a saúde como direito de todos e dever do Estado. A universalidade assegura o acesso de todos os cidadãos aos serviços de saúde; a equidade busca reduzir as desigualdades, priorizando quem mais precisa; e a integralidade preconiza o cuidado completo, desde a promoção e prevenção até o tratamento e reabilitação, em todos os níveis de complexidade. Além desses princípios, o SUS é guiado por diretrizes como a descentralização, a regionalização e, crucialmente, o controle social. O controle social é a garantia da participação da sociedade na formulação, fiscalização e avaliação das políticas de saúde. Essa participação ocorre por meio dos Conselhos e Conferências de Saúde, que são espaços democráticos onde usuários, trabalhadores da saúde e gestores/prestadores de serviços atuam em conjunto. É um erro comum pensar que o controle social é uma prerrogativa exclusiva da comunidade, quando na verdade é um processo tripartite que envolve todos os atores do sistema. Para residentes, compreender os princípios e diretrizes do SUS é essencial não apenas para as provas, mas para a prática profissional. A atuação dentro do SUS exige a compreensão de sua filosofia e de como a participação social contribui para a sua efetividade. O controle social, em particular, empodera a população e os profissionais, tornando a gestão da saúde mais transparente e alinhada às necessidades reais da sociedade.
A universalidade garante que todos os cidadãos brasileiros, sem distinção, têm direito ao acesso a todos os níveis de serviços de saúde públicos e privados conveniados, conforme suas necessidades, sendo um direito fundamental de cidadania.
A equidade no SUS significa que o acesso aos serviços deve ser garantido a todos em condições de igualdade, mas com prioridade para quem tem mais necessidade. Isso implica tratar os desiguais de forma desigual, investindo mais onde há maior carência para reduzir as desigualdades sociais e de saúde.
O controle social no SUS é exercido pela participação de representantes dos usuários (com 50% das vagas), dos trabalhadores da saúde e dos gestores/prestadores de serviços. Essa participação ocorre principalmente nos Conselhos de Saúde e nas Conferências de Saúde, em níveis municipal, estadual e federal.
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