HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
São medidas de controle da sífilis congênita, EXCETO:
Sífilis congênita: A notificação é compulsória para TODOS os casos, incluindo natimortos, não apenas nascidos vivos.
O controle da sífilis congênita envolve o tratamento da gestante e parceiro, prevenção de DSTs e rastreamento. A notificação é compulsória para todos os casos de sífilis congênita, incluindo natimortos, não se restringindo apenas aos nascidos vivos, pois a vigilância epidemiológica busca dados completos para monitoramento e controle da doença.
A sífilis congênita é uma grave doença infecciosa que ocorre pela transmissão vertical do Treponema pallidum da gestante infectada para o feto. Sua prevenção e controle são prioridades de saúde pública, sendo um indicador importante da qualidade do pré-natal. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante e de seu parceiro são as medidas mais eficazes para evitar a transmissão. As medidas de controle incluem o rastreamento da sífilis em todas as gestantes no pré-natal, o tratamento imediato com penicilina benzatina (droga de escolha) e a orientação para prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis. O tratamento do parceiro é fundamental para evitar a reinfecção da gestante. A realização do VDRL pós-abortamento também é uma indicação importante para rastreamento. Um ponto crítico para a vigilância epidemiológica é a notificação compulsória de todos os casos de sífilis congênita, independentemente de a criança ter nascido viva ou ser um natimorto. A notificação completa permite monitorar a incidência da doença, identificar falhas no sistema de saúde e direcionar ações de intervenção. A suspensão do aleitamento materno, por sua vez, não é uma medida de controle, pois a sífilis não é transmitida pelo leite materno, e o aleitamento é seguro para o bebê de mãe em tratamento.
As principais medidas incluem o rastreamento universal da sífilis em todas as gestantes durante o pré-natal (com VDRL/teste rápido), o tratamento adequado e oportuno da gestante infectada e de seus parceiros sexuais, e a orientação sobre prevenção de outras DSTs.
A notificação de casos de sífilis congênita em natimortos é crucial para a vigilância epidemiológica, pois permite monitorar a magnitude do problema, identificar falhas no pré-natal e no tratamento, e planejar ações de saúde pública para reduzir a transmissão vertical.
Não, a suspensão temporária do aleitamento materno não é uma medida de controle da transmissão vertical da sífilis congênita. A sífilis não é transmitida pelo leite materno, e o aleitamento é seguro para a criança, desde que a mãe esteja em tratamento adequado.
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