SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Jovem de 18 anos mora em área de assentamento, na beira de um rio poluído, onde costumam nadar em dias quentes e retiram água para lavar os utensílios domésticos e roupas. Não há saneamento básico. Trabalha na agricultura familiar, comparece à consulta queixando-se de hábito intestinal variado oscilando entre períodos de constipação, hábito normal e diarreia, dor abdominal tipo cólica, anorexia e astenia. Entre as alternativas a seguir, escolha a que possui relação mais estreita com o caso clínico apresentado.
Comunidades vulneráveis: tratamento periódico + higiene → ↓ prevalência de parasitoses intestinais.
A prevalência de parasitoses intestinais em comunidades vulneráveis é reduzida por intervenções de saúde pública que combinam tratamento antiparasitário em massa com a promoção de hábitos de higiene adequados e melhoria do saneamento básico. A exposição crônica não confere imunidade protetora, mas sim mantém o ciclo de infecção.
As parasitoses intestinais representam um grave problema de saúde pública, especialmente em regiões com saneamento básico deficiente e condições socioeconômicas precárias. Elas afetam milhões de pessoas globalmente, causando sintomas gastrointestinais, desnutrição, anemia e comprometimento do desenvolvimento físico e cognitivo, principalmente em crianças. A epidemiologia dessas infecções está diretamente ligada à falta de acesso a água potável e esgoto tratado, bem como a práticas inadequadas de higiene. Residentes devem estar cientes da amplitude e impacto dessas doenças na saúde da população.
Os principais fatores de risco incluem a falta de saneamento básico, acesso a água não tratada, hábitos de higiene inadequados, contato com solo contaminado e condições de moradia precárias. Esses fatores facilitam a transmissão e reinfecção por diversos parasitas.
O tratamento periódico em massa (quimioterapia preventiva) é crucial para reduzir a carga parasitária na população, diminuindo a prevalência e a intensidade das infecções. É uma estratégia eficaz em áreas de alta endemicidade, complementando as melhorias de saneamento e higiene.
A educação em saúde, focada em hábitos de higiene pessoal (lavagem das mãos, preparo seguro de alimentos) e ambiental, é fundamental para quebrar o ciclo de transmissão. Ela empodera a comunidade a adotar práticas que reduzem significativamente o risco de infecção e reinfecção.
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