Controle de Infecção no Atendimento Pré-Hospitalar Móvel

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

O controle de infecção relacionado à assistência à saúde é fundamental. Com relação ao atendimento pré-hospitalar móvel de urgência e ao transporte interinstitucional de casos suspeitos ou confirmados, sabe-se que:

Alternativas

  1. A) o transporte interinstitucional de casos suspeitos ou confirmados deve ser evitado
  2. B) os profissionais dos serviços de atendimento devem ser comunicados apenas dos casos confirmados
  3. C) as superfícies internas do veículo devem ser limpas e desinfetadas após a realização do transporte com álcool a 49%
  4. D) a ventilação do veículo deve ser melhorada pelo fechamento dos vidros com o ar condicionado em baixa temperatura durante o transporte

Pérola Clínica

Transporte interinstitucional de casos infecciosos deve ser evitado se possível para minimizar riscos.

Resumo-Chave

O transporte de pacientes com infecções suspeitas ou confirmadas, especialmente em cenários de urgência, aumenta o risco de transmissão. Portanto, deve-se priorizar a estabilização e tratamento no local, evitando transferências desnecessárias para reduzir a exposição de profissionais e outros pacientes.

Contexto Educacional

O controle de infecção no atendimento pré-hospitalar móvel de urgência e no transporte interinstitucional é um pilar fundamental para a segurança do paciente e dos profissionais de saúde. A natureza dinâmica e muitas vezes imprevisível desses ambientes exige protocolos rigorosos para prevenir a disseminação de patógenos. A atenção à biossegurança é crucial, especialmente em cenários de surtos ou pandemias, onde a contenção da infecção é prioritária. As diretrizes recomendam que o transporte interinstitucional de casos suspeitos ou confirmados de doenças infecciosas seja evitado sempre que possível, priorizando a estabilização e o tratamento no local. Caso o transporte seja indispensável, medidas rigorosas de isolamento, uso de EPI completo e comunicação prévia com a instituição receptora são mandatórias. A limpeza e desinfecção das superfícies internas do veículo devem ser realizadas com produtos apropriados (ex: álcool 70%, hipoclorito de sódio), e não com concentrações ineficazes como álcool 49%. A ventilação do veículo é um aspecto importante; idealmente, deve-se manter os vidros abertos ou utilizar o sistema de ar condicionado em modo de exaustão para promover a troca de ar e diluir a concentração de aerossóis. O fechamento dos vidros com ar condicionado em baixa temperatura sem renovação de ar pode concentrar patógenos. A comunicação transparente sobre o status infeccioso do paciente é essencial para que todos os profissionais envolvidos possam tomar as precauções necessárias.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais medidas de controle de infecção no atendimento pré-hospitalar?

As medidas incluem higiene das mãos, uso de equipamentos de proteção individual (EPI) adequados, limpeza e desinfecção de superfícies e equipamentos, descarte correto de resíduos e ventilação adequada dos veículos.

Por que o transporte interinstitucional de casos infecciosos deve ser evitado?

Deve ser evitado para minimizar a exposição de outros pacientes e profissionais de saúde, reduzir a disseminação do patógeno e concentrar os recursos de tratamento no local mais adequado, se possível, antes da transferência.

Qual a importância da ventilação do veículo durante o transporte de pacientes com doenças infecciosas?

A ventilação adequada, preferencialmente com janelas abertas ou ar condicionado em modo de exaustão, ajuda a diluir e remover aerossóis e partículas infecciosas do ambiente interno do veículo, reduzindo o risco de transmissão.

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