UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Mulher, 58 anos, hipertensa, diabética e tabagista, procura atendimento no ambulatório de clínica médica para controle anual das patologias de base. É sedentária, no momento faz uso regular de Losartana 50mg 12/12h, Metformina 850mg 3x/dia, Atorvastatina 20mg/dia. Sem queixas durante a consulta. Peso: 64 Kg; Altura: 155 cm PA: 137 x 88 mmHg, FC: 75 bpm, SaO2: 98%. Exame físico sem alterações. Traz exames laboratoriais que evidenciam: Hemoglobina: 12,7 mg/dL; Hematócrito: 39%; Leucócitos globais: 6.900/mm³; Plaquetas: 278.000/mm³; Sódio: 136 mEq/L; Potássio: 3,6 mEq/L; HBA1C: 6,7%; Colesterol HDL: 49 mg/dL; LDL: 89 mg/dL; Triglicérides: 144 mg/dL; Ácido úrico: 5,7 mg/dL. Média das pressões em 24h na MAPA: 135 x 87 mmHg. Qual a melhor conduta indicada à paciente?
Paciente com HAS, DM2, tabagismo, dislipidemia e PA/HbA1c/LDL fora do alvo → Intensificar tratamento: mudança estilo de vida, ↑ Atorvastatina, iniciar bloqueador de canal de cálcio.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco cardiovascular e controle subótimo de PA, HbA1c e LDL. A conduta deve focar na intensificação do tratamento farmacológico e não farmacológico para atingir as metas e reduzir o risco cardiovascular global.
O manejo de pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus tipo 2 (DM2), dislipidemia e tabagismo, é um pilar fundamental da clínica médica. A abordagem deve ser multifacetada, visando não apenas o controle individual de cada condição, mas a redução do risco cardiovascular global. A não adesão a metas terapêuticas aumenta significativamente a morbimortalidade por eventos cardiovasculares. A paciente em questão apresenta controle subótimo da pressão arterial (PA 137x88 mmHg, MAPA 135x87 mmHg), da glicemia (HbA1c 6,7%, acima da meta para muitos pacientes diabéticos sem complicações graves) e do colesterol LDL (89 mg/dL, que para um paciente de alto risco como este, a meta é geralmente < 70 mg/dL). Além disso, o tabagismo e o sedentarismo são fatores de risco modificáveis que exigem intervenção. A conduta ideal envolve a intensificação das mudanças no estilo de vida (dieta, exercícios, cessação do tabagismo) e a otimização da terapia farmacológica. Aumentar a dose de atorvastatina é crucial para atingir a meta de LDL-C. A associação de um bloqueador do canal de cálcio é uma excelente escolha para otimizar o controle da PA, pois a paciente já usa um BRA (Losartana) e ainda está hipertensa. As outras opções não abordam de forma completa e eficaz todos os desvios dos alvos terapêuticos ou propõem intervenções desnecessárias ou menos prioritárias.
Para pacientes diabéticos e hipertensos, a meta de pressão arterial geralmente é < 130/80 mmHg, embora possa variar ligeiramente dependendo das diretrizes e da individualização do tratamento. A paciente apresenta PA de 137x88 mmHg e MAPA de 135x87 mmHg, indicando controle inadequado.
A dose de estatina deve ser aumentada ou uma estatina de maior potência iniciada quando o LDL-C não atinge a meta, especialmente em pacientes de alto risco cardiovascular (como esta paciente com DM, HAS e tabagismo). O LDL de 89 mg/dL está acima da meta para alto risco.
A paciente já usa Losartana (BRA), e a PA ainda está elevada. A associação de um bloqueador do canal de cálcio é uma estratégia comum e eficaz para otimizar o controle da hipertensão, especialmente em pacientes diabéticos, e é uma das classes preferenciais para combinação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo