PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Sobre hemorragias, assinale a alternativa correta:
Hemorragia externa → Compressão direta é a medida inicial mais eficaz e universal.
A compressão direta sobre o local do sangramento é a medida mais eficaz e segura para controlar a maioria das hemorragias externas, mesmo as vultuosas, antes de considerar outras opções como o torniquete, que possui indicações mais restritas.
O controle de hemorragias é uma habilidade fundamental na medicina de emergência e trauma, sendo a principal causa de morte evitável em pacientes traumatizados. A rápida identificação e manejo do sangramento são cruciais para a sobrevida do paciente. As hemorragias podem ser classificadas em externas ou internas, e o tratamento varia conforme o tipo e a gravidade. Para hemorragias externas, a compressão direta é a técnica mais eficaz e de primeira linha. Ela deve ser aplicada firmemente sobre o local do sangramento por tempo suficiente para permitir a formação de um coágulo. O torniquete, embora eficaz, é uma medida de último recurso devido ao risco de isquemia e lesão tecidual, sendo reservado para sangramentos incontroláveis em extremidades ou amputações. No manejo do choque hemorrágico, o acesso venoso é vital para a reposição volêmica. Acessos venosos periféricos de grosso calibre (14G ou 16G) são preferíveis inicialmente devido à sua capacidade de infusão rápida. Acessos venosos centrais são mais complexos, com maior risco de complicações e, em geral, não oferecem maior velocidade de infusão que um periférico calibroso, sendo mais utilizados para monitorização hemodinâmica e infusão de drogas vasoativas.
A primeira e mais importante medida para controlar uma hemorragia externa é a compressão direta e firme sobre o local do sangramento, preferencialmente com um pano limpo ou gaze.
O torniquete é indicado para hemorragias graves e incontroláveis por compressão direta em extremidades, especialmente em casos de amputações traumáticas ou esmagamentos, como último recurso para salvar a vida.
A velocidade de infusão é inversamente proporcional ao comprimento e diretamente proporcional ao raio do cateter. Geralmente, cateteres periféricos de grosso calibre e curtos (ex: 14G ou 16G) permitem velocidades de infusão maiores que a maioria dos acessos centrais, que são mais longos e de menor calibre relativo.
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