Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
A contenção de hemorragias externas no atendimento pré-hospitalar de vítimas de trauma deve seguir o seguinte princípio:
Torniquete eficaz → oclui fluxo arterial e venoso, parando sangramento distal.
No controle de hemorragias externas graves em trauma, o torniquete é uma ferramenta vital quando a pressão direta falha ou não é viável. Sua aplicação correta exige que ele seja apertado o suficiente para ocluir completamente o fluxo sanguíneo arterial e venoso distal à lesão, garantindo a interrupção do sangramento.
O controle de hemorragias externas é um pilar fundamental no atendimento pré-hospitalar e hospitalar de vítimas de trauma, sendo a principal causa de morte evitável. A rápida identificação e contenção do sangramento são cruciais para a sobrevida do paciente, e o conhecimento das técnicas adequadas é indispensável para todos os profissionais de saúde. A pressão manual direta sobre o ferimento é a medida inicial e mais eficaz para a maioria das hemorragias. No entanto, em sangramentos massivos e incontroláveis de extremidades, o torniquete se torna uma ferramenta salvadora. É vital que o torniquete seja aplicado corretamente, apertado o suficiente para ocluir completamente o fluxo arterial e venoso, e não apenas o venoso, o que poderia agravar o sangramento. A aplicação do torniquete deve ser feita o mais proximal possível à lesão, mas ainda na extremidade, e o tempo de aplicação deve ser registrado. Embora haja riscos associados ao uso prolongado do torniquete, a prioridade em uma hemorragia exsanguinante é salvar a vida do paciente. O treinamento em técnicas de controle de sangramento é um componente essencial da formação de residentes e equipes de emergência.
A primeira e mais importante medida para controlar uma hemorragia externa é a aplicação de pressão manual direta e firme sobre o local do sangramento, preferencialmente com um curativo compressivo.
O torniquete é indicado para hemorragias externas graves e incontroláveis em extremidades, quando a pressão direta falha, em amputações traumáticas, ou em cenários com múltiplas vítimas onde o tempo é crítico.
Os riscos incluem isquemia tecidual, lesão nervosa e síndrome de reperfusão. É crucial anotar o horário de aplicação e evitar afrouxar o torniquete em pacientes instáveis. Ele deve ser mantido até a chegada ao hospital para manejo definitivo.
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