Manejo de Hemorragia Externa Grave em Trauma Pré-Hospitalar

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 26 anos, está sendo atendido em via pública, vítima de disparo de arma de fogo em braço direito. O trauma ocorreu cerca de 15 minutos antes da chegada da equipe de atendimento pré-hospitalar. Ao exame, o paciente se encontra pálido, pele fria, sudoreico, frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 90 x 50 mmHg e escala de coma de Glasgow de 15. A equipe de socorristas não possui hemoderivados disponíveis. Exame físico de cabeça, pescoço, tórax e abdome sem alterações, incluindo a região posterior do paciente. Presença de ferida perfuro-contusa em região medial do terço distal do braço direito, apresentando hemorragia pulsátil em grande volume. Considerando o atendimento pré-hospitalar do paciente, deve-se realizar

Alternativas

  1. A) dissecção da região traumatizada e hemostasia do vaso que apresenta sangramento com pinças hemostáticas; iniciar reposição volêmica com albumina e soro fisiológico.
  2. B) dissecção da região traumatizada e hemostasia do vaso que apresenta sangramento com pinças hemostáticas; iniciar reposição volêmica com soro fisiológico e glicofisiológico.
  3. C) compressão local da ferida e, caso essa manobra não cesse a hemorragia, aplicação de torniquete proximal à ferida e fora da região de articulação; iniciar reposição volêmica com soro fisiológico.
  4. D) compressão local da ferida e, caso essa manobra não cesse a hemorragia, aplicação de torniquete proximal à ferida e fora da região de articulação; iniciar reposição volêmica com albumina e soro fisiológico.

Pérola Clínica

Trauma com hemorragia externa grave → Compressão direta, se falha, torniquete proximal = Reposição volêmica inicial com cristaloides.

Resumo-Chave

No atendimento pré-hospitalar de trauma com hemorragia externa grave e choque hipovolêmico, a prioridade é o controle da hemorragia, inicialmente com compressão direta e, se ineficaz, com torniquete. A reposição volêmica inicial deve ser feita com cristaloides, como soro fisiológico.

Contexto Educacional

O manejo de hemorragias externas graves é uma prioridade no atendimento pré-hospitalar de vítimas de trauma, sendo crucial para prevenir o choque hipovolêmico e a morte. A abordagem inicial envolve a compressão direta da ferida. Se esta medida for insuficiente para controlar o sangramento, especialmente em extremidades, a aplicação de um torniquete torna-se uma intervenção salvadora de vidas. É fundamental que o torniquete seja aplicado proximalmente à ferida e fora de articulações. A reposição volêmica no cenário pré-hospitalar, na ausência de hemoderivados, deve ser iniciada com soluções cristaloides, como o soro fisiológico. O objetivo é manter a perfusão de órgãos vitais, evitando a hipotensão permissiva em casos selecionados de trauma penetrante de tronco, mas priorizando a estabilização hemodinâmica. A identificação precoce de sinais de choque, como taquicardia e hipotensão, guia a necessidade de intervenções rápidas e eficazes.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira medida para controlar uma hemorragia externa grave no trauma?

A primeira medida é a compressão direta sobre a ferida com um curativo ou pano limpo.

Quando o torniquete deve ser utilizado no atendimento pré-hospitalar?

O torniquete deve ser aplicado se a compressão direta não for suficiente para controlar uma hemorragia externa grave e com risco de vida, em extremidades.

Qual o tipo de fluido preferencial para reposição volêmica inicial em choque hemorrágico no pré-hospitalar?

O soro fisiológico (cristaloide) é o fluido de escolha para a reposição volêmica inicial em choque hemorrágico no ambiente pré-hospitalar.

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