Diabetes e Cirurgia: Controle Glicêmico Pré-Operatório

HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino obeso teve diagnosticado doença de via biliar, sendo indicado o procedimento cirúrgico para a correção da patologia, por ser diabético tipo 2 foi solicitado internação na véspera para sua avaliação. Sobre isso, indique o item correto:

Alternativas

  1. A) é recomendado otimizar o controle glicêmico no período pré-operatório em pacientes com DM prévio, sendo desejável uma hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 5%.
  2. B) é recomendado otimizar o controle glicêmico no período pré-operatório em pacientes com DM prévio, sendo desejável uma hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 8%.
  3. C) é recomendado otimizar o controle glicêmico no período pré-operatório em pacientes com DM prévio, sendo desejável uma hemoglobina glicada (HbA1c) acima de 9%.
  4. D) é recomendado otimizar o controle glicêmico no período pré-operatório em pacientes com DM prévio, não sendo desejável uma hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 8%

Pérola Clínica

DM pré-operatório → Otimizar controle glicêmico, HbA1c desejável < 8% para reduzir riscos.

Resumo-Chave

Em pacientes diabéticos submetidos a cirurgia, a otimização do controle glicêmico no período pré-operatório é fundamental para reduzir o risco de complicações. Uma hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 8% é geralmente considerada um alvo seguro e alcançável, equilibrando o risco de hiperglicemia e hipoglicemia perioperatória.

Contexto Educacional

Pacientes com Diabetes Mellitus (DM) submetidos a procedimentos cirúrgicos apresentam um risco aumentado de complicações perioperatórias devido à hiperglicemia e às comorbidades associadas à doença. A otimização do controle glicêmico no período pré-operatório é, portanto, uma etapa crítica na avaliação e preparo desses pacientes. A prevalência de DM na população cirúrgica é significativa, tornando este um tema de grande importância clínica. A fisiopatologia da hiperglicemia perioperatória envolve o estresse cirúrgico, que leva à liberação de hormônios contrarreguladores (cortisol, catecolaminas, glucagon), resultando em aumento da produção hepática de glicose e resistência à insulina. O diagnóstico do status glicêmico é feito pela dosagem da glicemia de jejum, glicemia pós-prandial e, principalmente, da hemoglobina glicada (HbA1c), que reflete o controle glicêmico dos últimos 2-3 meses. O tratamento pré-operatório visa atingir uma HbA1c abaixo de 8% para a maioria dos pacientes, um alvo que equilibra a redução de riscos de complicações com a minimização do risco de hipoglicemia. O manejo pode envolver ajuste da medicação oral, introdução ou otimização da insulinoterapia, e monitorização rigorosa da glicemia. No intra e pós-operatório, a manutenção da glicemia em um intervalo alvo (geralmente 140-180 mg/dL) é crucial para prevenir complicações e promover uma recuperação segura.

Perguntas Frequentes

Por que o controle glicêmico é tão importante no período pré-operatório para pacientes diabéticos?

O controle glicêmico adequado é crucial porque a hiperglicemia perioperatória está associada a um maior risco de complicações, como infecções do sítio cirúrgico, atraso na cicatrização de feridas, eventos cardiovasculares, insuficiência renal aguda e maior tempo de internação hospitalar.

Qual é a meta de hemoglobina glicada (HbA1c) recomendada para pacientes diabéticos antes da cirurgia?

Para a maioria dos pacientes diabéticos submetidos a cirurgia eletiva, a meta de hemoglobina glicada (HbA1c) recomendada é abaixo de 8%. Valores muito mais baixos podem aumentar o risco de hipoglicemia, enquanto valores muito altos aumentam o risco de complicações relacionadas à hiperglicemia.

Quais outras avaliações são importantes para um paciente diabético no pré-operatório?

Além do controle glicêmico, é fundamental avaliar a presença de complicações crônicas do diabetes, como doença cardiovascular, nefropatia, neuropatia e retinopatia. A otimização da pressão arterial e a avaliação da função renal também são componentes essenciais da avaliação pré-operatória.

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