Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 48 anos está sendo preparada para uma correção de hérnia incisional e uma abdominoplastia eletiva na unidade de cuidados pré-operatórios. Ela apresenta sobrepeso e tem histórico de diabetes não insulinodependente, hipertensão e tabagismo. Sua glicemia capilar é de 334 mg/dL, e observa-se que sua HbA1C mais recente é de 8,6%. Ela deseja insistentemente realizar a cirurgia.A escolha correta de tratamento consiste em
DM descompensado (HbA1C > 8%, glicemia > 300) → Cancelar cirurgia eletiva para otimização pré-operatória.
Em cirurgias eletivas, o controle glicêmico inadequado (HbA1C > 8% e glicemia capilar > 300 mg/dL) aumenta significativamente o risco de complicações pós-operatórias, como infecções, cicatrização deficiente e eventos cardiovasculares. A conduta correta é cancelar a cirurgia e otimizar o controle do diabetes antes de prosseguir.
O diabetes mellitus é uma comorbidade comum que afeta milhões de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos. O controle glicêmico inadequado no período perioperatório é um fator de risco independente para uma série de complicações, incluindo infecções de ferida operatória, eventos cardiovasculares adversos, insuficiência renal aguda e maior tempo de internação hospitalar. Para cirurgias eletivas, a otimização do estado metabólico do paciente é uma prioridade para garantir a segurança e melhores resultados. A hemoglobina glicada (HbA1C) reflete o controle glicêmico médio dos últimos 2-3 meses e é um excelente indicador do risco de complicações. Uma HbA1C acima de 8% é geralmente considerada um sinal de descontrole crônico significativo e um preditor de piores desfechos cirúrgicos. Glicemias capilares elevadas no dia da cirurgia (acima de 180-200 mg/dL) também são preocupantes. A insistência do paciente em realizar a cirurgia não deve sobrepor-se à avaliação médica dos riscos. Para residentes, é fundamental entender que, em cirurgias eletivas, a segurança do paciente deve ser a principal consideração. Cancelar e reagendar a cirurgia para permitir um preparo pré-operatório adequado, com otimização do controle glicêmico, é a conduta mais responsável e baseada em evidências. Isso envolve educação do paciente, ajustes terapêuticos e acompanhamento rigoroso para atingir metas glicêmicas mais seguras antes de qualquer intervenção cirúrgica.
Para cirurgias eletivas, o ideal é uma glicemia capilar < 180 mg/dL e uma HbA1C < 7-8%. Valores acima disso, especialmente HbA1C > 8%, indicam descontrole crônico e aumentam os riscos de complicações.
Os riscos incluem aumento da taxa de infecções de sítio cirúrgico, atraso na cicatrização de feridas, complicações cardiovasculares (infarto, AVC), disfunção renal aguda e desequilíbrios eletrolíticos, prolongando a internação e aumentando a morbimortalidade.
A otimização envolve um plano de manejo intensivo do diabetes, que pode incluir ajustes na dieta, exercícios, medicação oral e/ou insulina, com acompanhamento ambulatorial por semanas ou meses, visando alcançar metas glicêmicas antes da cirurgia.
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