HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Em relação ao controle glicêmico intensivo em pacientes internados, é correto dizer que:
Metas glicêmicas hospitalares: 140-180 mg/dL associadas a menor mortalidade e hipoglicemia.
Em pacientes internados, o controle glicêmico intensivo com metas muito rigorosas (<110 mg/dL) demonstrou aumentar o risco de hipoglicemia e mortalidade. Atualmente, as diretrizes recomendam metas mais moderadas, geralmente entre 140 e 180 mg/dL, para a maioria dos pacientes.
O controle glicêmico em pacientes internados é um desafio clínico significativo, pois a hiperglicemia hospitalar, mesmo em indivíduos sem histórico de diabetes, está associada a piores desfechos, incluindo aumento da mortalidade, infecções e tempo de internação. A importância clínica reside em otimizar o manejo da glicemia para melhorar o prognóstico e a segurança do paciente. A fisiopatologia da hiperglicemia hospitalar envolve estresse metabólico, liberação de hormônios contrarreguladores (cortisol, catecolaminas), inflamação e resistência à insulina. O diagnóstico é feito pela monitorização da glicemia capilar. A suspeita deve surgir em qualquer paciente internado, especialmente aqueles com comorbidades, uso de glicocorticoides ou em estado crítico. O tratamento geralmente envolve insulina, sendo o esquema basal-bolus o preferido para a maioria dos pacientes não críticos. As metas glicêmicas devem ser individualizadas, mas, em geral, busca-se manter a glicemia entre 140-180 mg/dL. Pontos de atenção para residentes incluem a prevenção e manejo da hipoglicemia, a transição segura da insulina intravenosa para subcutânea e a educação do paciente sobre o manejo do diabetes após a alta hospitalar.
Para a maioria dos pacientes internados, as metas glicêmicas recomendadas são manter a glicemia entre 140 e 180 mg/dL. Metas mais rigorosas (<110 mg/dL) são geralmente desaconselhadas devido ao risco aumentado de hipoglicemia.
O controle glicêmico intensivo, visando glicemias muito baixas, aumenta significativamente o risco de hipoglicemia grave, que é um fator de risco independente para morbidade e mortalidade em pacientes hospitalizados, especialmente em unidades de terapia intensiva.
A terapia intravenosa com insulina é indicada para pacientes em estado crítico, com instabilidade hemodinâmica, cetoacidose diabética, estado hiperosmolar hiperglicêmico, ou naqueles que necessitam de controle glicêmico muito preciso e rápido, como no perioperatório de cirurgias cardíacas.
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