UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Paciente feminina, 78 anos, obesa, está internada há mais de 30 dias quando deu entrada com quadro de insuficiência respiratória aguda por COVID19. Atualmente, encontra-se internada na enfermaria, sem sedação ou analgesia, com quadro neurológico comprometido desde que teve sua sedação interrompida. Abre os olhos espontaneamente, mas não mantém contato visual. Resposta motora comprometida por tetraparesia. Está sob ventilação assistida com BIPAP, por traqueostomia. Encontra-se estável hemodinamicamente, sem necessidade de drogas vasoativas. Sua dieta é enteral por sonda nasoentérica. Seu controle glicêmico, nas últimas 24 horas, foi de 139-186- 153-171. A conduta mais indicada para essa paciente é
Hiperglicemia hospitalar em enfermaria com dieta enteral → insulina regular esquema deslizante, com metas individualizadas.
Em pacientes internados em enfermaria, especialmente aqueles em dieta enteral e com glicemias relativamente estáveis, o controle glicêmico com insulina regular em esquema deslizante é frequentemente a abordagem inicial mais segura e eficaz, permitindo ajustes conforme a necessidade e minimizando o risco de hipoglicemia grave.
O controle glicêmico em pacientes internados é um desafio comum, especialmente em cenários de estresse como infecções (ex: COVID-19) ou uso de dieta enteral. A hiperglicemia hospitalar está associada a piores desfechos, incluindo aumento da mortalidade e tempo de internação. É crucial para residentes dominar as estratégias de manejo para otimizar o cuidado. A fisiopatologia da hiperglicemia hospitalar envolve resistência à insulina, aumento da produção hepática de glicose e liberação de hormônios contrarreguladores. O diagnóstico é feito por glicemias capilares ou venosas elevadas. Deve-se suspeitar em qualquer paciente internado, mesmo sem histórico prévio de diabetes, especialmente em situações de estresse, uso de corticoides ou dieta enteral. O tratamento visa manter a glicemia em níveis seguros, geralmente entre 140-180 mg/dL na enfermaria. A insulinoterapia é a base do tratamento, sendo o esquema de insulina regular em 'esquema deslizante' uma abordagem inicial comum e segura para pacientes com dieta enteral ou oral irregular. O esquema basal-bolus é reservado para pacientes mais estáveis com dieta regular e necessidade de controle mais rigoroso.
As metas geralmente variam entre 140-180 mg/dL para a maioria dos pacientes internados em enfermaria, embora possam ser individualizadas conforme o estado clínico e comorbidades do paciente.
Ele permite um controle reativo da glicemia, ajustando a dose de insulina regular conforme os níveis atuais, minimizando o risco de hipoglicemia em pacientes com ingestão variável, dieta enteral ou instabilidade clínica.
O esquema basal-bolus é indicado para pacientes com hiperglicemia persistente, dieta oral regular e estável, ou para aqueles com diabetes prévio que necessitam de um controle mais rigoroso e fisiológico, geralmente após estabilização inicial.
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