Controle Glicêmico Hospitalar: Guia para Residentes

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015

Enunciado

Em relação ao controle da glicemia em pacientes hospitalizados, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A insulinização de paciente em estado crítico deve ser em esquema basal + bolus com insulinas NPH e regular, respectivamente.
  2. B) Em paciente idoso ou com disfunção renal, a dose total diária de insulina por quilograma de peso deve ser menor devido ao risco de hipoglicemia. 
  3. C) As metas glicêmicas devem ficar entre 140 a 180 mg/dl em paciente internados em UTI.
  4. D) Paciente diabético tipo 1 deve receber insulina basal mesmo que seja necessário jejum oral, devido ao risco de descompensação cetótica. 
  5. E) Em pacientes com hiperglicemia diagnosticada durante a hospitalização, valores de hemoglobina glicada acima de 6,5% sugerem a existência prévia de diabetes e necessidade de tratamento após a alta.

Pérola Clínica

Insulinização em paciente crítico: preferir insulina de ação rápida/curta (regular) em infusão contínua ou esquema sliding scale, não NPH + regular basal-bolus.

Resumo-Chave

Em pacientes críticos, a insulinização deve ser feita com insulina de ação rápida/curta (regular) em infusão contínua ou esquema de correção (sliding scale) para maior flexibilidade e segurança, evitando o uso de NPH devido ao seu perfil de ação imprevisível e maior risco de hipoglicemia nesse cenário. O esquema basal-bolus com NPH e regular é mais adequado para pacientes estáveis com ingestão oral.

Contexto Educacional

O controle da glicemia em pacientes hospitalizados é um desafio clínico importante, pois tanto a hiperglicemia quanto a hipoglicemia estão associadas a desfechos adversos. As diretrizes atuais enfatizam a individualização das metas glicêmicas e a escolha do regime de insulina mais adequado para cada paciente, considerando seu estado clínico, comorbidades e risco de hipoglicemia. Para pacientes em estado crítico internados em UTI, as metas glicêmicas geralmente são mais elevadas (140-180 mg/dl) para evitar hipoglicemia, e a insulinização é preferencialmente realizada com insulina regular em infusão intravenosa contínua. Este método permite um controle mais preciso e ajustes rápidos da dose. Em contraste, o esquema basal-bolus com insulinas de ação intermediária (NPH) e rápida (regular) é mais apropriado para pacientes estáveis, com ingestão oral e sem risco iminente de descompensação aguda. Outros pontos cruciais incluem a redução da dose de insulina em pacientes idosos ou com disfunção renal devido ao risco aumentado de hipoglicemia, e a manutenção da insulina basal em pacientes diabéticos tipo 1 mesmo em jejum para prevenir cetoacidose. A hemoglobina glicada (HbA1c) acima de 6,5% em pacientes com hiperglicemia hospitalar sugere diabetes pré-existente, indicando a necessidade de acompanhamento e tratamento após a alta.

Perguntas Frequentes

Qual a meta glicêmica recomendada para pacientes internados em UTI?

As metas glicêmicas para pacientes internados em UTI geralmente ficam entre 140 a 180 mg/dl, visando evitar tanto a hiperglicemia quanto a hipoglicemia, que podem aumentar a morbimortalidade.

Por que pacientes diabéticos tipo 1 em jejum devem receber insulina basal?

Pacientes diabéticos tipo 1 dependem de insulina exógena para prevenir a cetoacidose diabética. Mesmo em jejum, a insulina basal é essencial para suprimir a gliconeogênese hepática e a lipólise, evitando a descompensação cetótica.

Como deve ser a insulinização em pacientes críticos hospitalizados?

Em pacientes críticos, a insulinização deve ser preferencialmente com insulina regular (de ação rápida) em infusão intravenosa contínua, permitindo um ajuste mais preciso e rápido da dose, minimizando o risco de hipoglicemia.

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