Geo-helmintíases: Estratégias de Controle e Desparasitação

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde para o controle das geo-helmintíases, o Ministério da Saúde recomenda a utilização de antiparasitário

Alternativas

  1. A) para todas as crianças a partir de 2 anos de idade, independentemente da situação de risco epidemiológico, uma vez ao ano.
  2. B) apenas para as crianças com sintomatologia, independentemente do resultado do protoparasitológico de fezes.
  3. C) apenas para as crianças com 3 amostras de protoparasitológico positivos, independentemente da presença de sintomatologia.
  4. D) apenas para as crianças que apresentam sintomatologia e com exame protoparasitológico positivo, independentemente da idade e da situação de risco epidemiológico local.
  5. E) para todas as crianças em idade escolar, moradoras de regiões com alto risco epidemiológico, duas vezes ao ano, independentemente da presença de sintomatologia ou do resultado do protoparasitológico de fezes.

Pérola Clínica

Geo-helmintíases: MS/OMS recomenda desparasitação em massa 2x/ano p/ crianças em idade escolar em áreas de alto risco.

Resumo-Chave

O controle das geo-helmintíases foca na desparasitação em massa de grupos de risco, como crianças em idade escolar em áreas endêmicas, para reduzir a carga parasitária e a transmissão, independentemente de sintomas ou exames individuais.

Contexto Educacional

As geo-helmintíases, como ascaridíase, tricuríase e ancilostomíase, são infecções parasitárias intestinais de grande impacto na saúde pública global, especialmente em regiões com saneamento básico deficiente. Afetam milhões de pessoas, principalmente crianças, causando desnutrição, anemia, retardo no crescimento e comprometimento do desenvolvimento cognitivo. O controle dessas infecções é uma prioridade para a saúde pública, visando reduzir a morbidade e a transmissão. A estratégia de controle das geo-helmintíases, preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotada pelo Ministério da Saúde (MS) no Brasil, baseia-se na desparasitação em massa (ou quimioterapia preventiva). Esta abordagem consiste na administração periódica de antiparasitários, como albendazol ou mebendazol, a grupos populacionais de risco, independentemente de diagnóstico individual ou presença de sintomas. O foco principal são as crianças em idade escolar (5 a 14 anos) que vivem em regiões de alto risco epidemiológico, onde a prevalência de infecção é elevada. A desparasitação em massa é recomendada uma ou duas vezes ao ano, dependendo da prevalência local. Essa medida visa diminuir a carga parasitária na comunidade, prevenindo as complicações crônicas das infecções e reduzindo a contaminação ambiental. É uma intervenção custo-efetiva que complementa outras ações de saneamento, educação em saúde e acesso à água potável, sendo crucial para a melhoria da saúde e do desenvolvimento infantil em áreas endêmicas.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais geo-helmintíases?

Ascaridíase, tricuríase e ancilostomíase são as geo-helmintíases mais comuns, transmitidas pelo contato com solo contaminado por ovos de parasitas, afetando principalmente crianças.

Qual a recomendação da OMS para o controle de geo-helmintíases?

A OMS recomenda a desparasitação em massa de populações em risco, como crianças em idade escolar em áreas endêmicas, geralmente uma ou duas vezes ao ano, com medicamentos como albendazol ou mebendazol.

Por que a desparasitação em massa é importante?

A desparasitação em massa reduz a carga parasitária na comunidade, diminuindo a morbidade associada às infecções e interrompendo o ciclo de transmissão, mesmo em indivíduos assintomáticos.

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