Esquistossomose: Saneamento Ambiental e Controle

ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021

Enunciado

Segundo o Guia de Vigilância em Saúde, sobre a prevenção das doenças de veiculação hídrica, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A leishmaniose é transmitida pela via fecal-oral e está relacionada às condições de saneamento básico, higiene pessoal e qualidade da água.
  2. B) A difteria pode ser evitada a partir das medidas de higiene e de manipulação de água e alimentos.
  3. C) No controle da esquistossomose, o saneamento ambiental reduz a proliferação e a contaminação dos hospedeiros intermediários.
  4. D) A hepatite A tem como medida de prevenção e controle o manejo e o saneamento ambiental, além da não permanência de animais domésticos dentro da residência.
  5. E) O efetivo controle da leptospirose depende, em primeira instância, de melhores condições de saneamento ambiental e do controle do vetor Anopheles darlingi.

Pérola Clínica

Esquistossomose → Saneamento ambiental reduz proliferação de hospedeiros intermediários (caramujos).

Resumo-Chave

No controle da esquistossomose, o saneamento ambiental é uma medida fundamental. Ele atua na redução da proliferação e contaminação dos hospedeiros intermediários (caramujos do gênero Biomphalaria), interrompendo o ciclo de vida do parasita e prevenindo a infecção humana.

Contexto Educacional

As doenças de veiculação hídrica representam um importante desafio de saúde pública, especialmente em regiões com saneamento básico deficiente. O Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde detalha as estratégias de prevenção e controle para diversas dessas enfermidades. A esquistossomose, causada pelo parasita Schistosoma mansoni no Brasil, é um exemplo clássico de doença cujo controle está intrinsecamente ligado ao saneamento ambiental. A medida mais eficaz para interromper seu ciclo de vida é o controle dos hospedeiros intermediários, os caramujos do gênero Biomphalaria, que vivem em águas doces. O saneamento ambiental adequado, com tratamento de esgoto e manejo de corpos d'água, reduz a proliferação desses caramujos e a contaminação humana. Para a prática e provas de residência, é fundamental diferenciar as medidas de controle para cada doença. Enquanto a esquistossomose foca no caramujo, a leptospirose tem como alvo os roedores e a hepatite A, a higiene pessoal e a qualidade da água e alimentos. Conhecer essas especificidades é crucial para uma abordagem eficaz em saúde coletiva.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do saneamento ambiental na prevenção da esquistossomose?

O saneamento ambiental é crucial na prevenção da esquistossomose, pois reduz a proliferação dos caramujos do gênero Biomphalaria, que são os hospedeiros intermediários do parasita. Isso inclui o manejo adequado de esgoto e a eliminação de focos de água parada onde os caramujos se reproduzem.

Quais são os principais hospedeiros intermediários da esquistossomose?

Os principais hospedeiros intermediários da esquistossomose são caramujos de água doce do gênero Biomphalaria. A espécie mais relevante no Brasil é a Biomphalaria glabrata, que transmite o Schistosoma mansoni.

Como a leptospirose é controlada e qual o vetor?

O controle da leptospirose depende de melhores condições de saneamento ambiental, como o manejo de resíduos sólidos e o controle de roedores (principalmente ratos), que são os principais reservatórios da bactéria. Não há um vetor artrópode como o Anopheles darlingi, que é vetor da malária.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo