Sífilis: Controle de Cura com VDRL Quantitativo

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022

Enunciado

A sífilis no Brasil continua cada vez mais presente e atualmente em grandes proporções. Quanto ao controle de cura, observa-se que é feito

Alternativas

  1. A) com o teste rápido, que se encontra disponibilizado na atenção básica.
  2. B) com FTA-Abs trimestral no 1º ano e semestral no 2º ano.
  3. C) com VDRL quantitativo de 3/3 meses no 1º ano e 6/6 meses no 2º ano.
  4. D) inicialmente com teste rápido no 1º ano e com VDRL quantitativo no 2ª ano.
  5. E) com VDRL quantitativo semestral nos dois primeiros anos de tratamento.

Pérola Clínica

Controle de cura sífilis = VDRL quantitativo: 3/3 meses (1º ano), 6/6 meses (2º ano).

Resumo-Chave

O controle de cura da sífilis é realizado com testes não treponêmicos quantitativos (VDRL ou RPR), que permitem monitorar a queda dos títulos após o tratamento. A periodicidade recomendada é trimestral no primeiro ano e semestral no segundo ano.

Contexto Educacional

A sífilis, causada pelo Treponema pallidum, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) com alta prevalência no Brasil, representando um desafio de saúde pública devido ao aumento de casos e à sífilis congênita. O diagnóstico e o tratamento adequados são cruciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações graves. O controle de cura é uma etapa fundamental após o tratamento. O acompanhamento da resposta terapêutica é feito exclusivamente com testes não treponêmicos quantitativos, como o VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) ou RPR (Rapid Plasma Reagin). Esses testes medem a quantidade de anticorpos não específicos e seus títulos diminuem com o tratamento eficaz. A queda de pelo menos duas diluições (ex: de 1:32 para 1:8) é considerada um critério de cura. A periodicidade recomendada para o controle de cura é trimestral (a cada 3 meses) durante o primeiro ano após o tratamento e semestral (a cada 6 meses) no segundo ano. É importante ressaltar que os testes treponêmicos (como FTA-Abs ou teste rápido) não devem ser utilizados para controle de cura, pois permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após a erradicação da infecção. Residentes devem dominar este protocolo para garantir o manejo correto da sífilis.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre testes treponêmicos e não treponêmicos na sífilis?

Testes treponêmicos (FTA-Abs, TPPA, teste rápido) detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum e permanecem reagentes por toda a vida. Testes não treponêmicos (VDRL, RPR) detectam anticorpos contra cardiolipina e seus títulos refletem a atividade da doença, sendo usados para diagnóstico e controle de cura.

Quando considerar falha terapêutica no tratamento da sífilis?

A falha terapêutica é considerada quando não há queda de pelo menos 2 diluições (ex: 1:16 para 1:4) nos títulos do VDRL em 6 meses para sífilis primária/secundária ou em 12 meses para sífilis latente/terciária, ou quando há aumento de 2 diluições.

Qual o tratamento de escolha para sífilis?

A penicilina benzatina é o tratamento de escolha para todas as fases da sífilis, com doses e esquemas que variam conforme o estágio da doença. É o único medicamento comprovadamente eficaz na prevenção da sífilis congênita.

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